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Vaga em UTI não é solução para lidar com a pandemia

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Durante os anúncios de medidas restritivas, parte dos internautas que acompanhavam a transmissão da entrevista coletiva do prefeito de Salvador, Bruno Reis, exigiam a reabertura de leitos nos hospitais de campanha montados para o tratamento intensivo de pacientes acometidos pela covid.

Resistentes ao fechamento de praias e a possibilidade de restrições mais endurecidas ao funcionamento de parte da economia, os pedidos seguem na direção da oferta de mais leitos de UTI como se a medida fosse a mais adequada para conter o avanço do vírus em claro desacordo com as medidas de prevenção e higiene pessoais.

Alheios ao fato de que a UTI é a linha tênue entre a vida e a morte, soteropolitanos questionam os gestores públicos sobre as medidas e acreditam que as vagas – praticamente inexistentes – nos hospitais podem salvar vidas na crescente proliferação do coronavírus causada pelas aglomerações e descaso pós vacinação.

O neurocientista Miguel Nicolelis abriu mãos de conduzir a coordenação do comitê científico do Consórcio Nordeste. O grupo foi criado em março de 2020 para orientar gestores públicos na atuação durante a pandemia. O motivo da saída pode ter sido a falta de adoção das medidas sugeridas pelo consórcio.

Nocolelis sugere que somente um lockdown seria a medida mais apropriada para o momento. Na opinião do cientista, afirma que “se realizarmos um isolamento social rígido, um lockdown por duas ou três semanas, com só serviços essenciais funcionando, é possível minimizar os danos econômicos no futuro”, disse em entrevista à BBC Brasil.

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