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Pretas Por Salvador presidem debate sobre creches municipais

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O mandato coletivo Pretas Por Salvador presidiu uma sessão especial pelo Direito à Creche, na última quarta-feira (30). O evento aconteceu em formato virtual e debateu o déficit de vagas nas creches municipais e os impactos trazidos para mulheres que, com ausência de vagas, acabam não conseguindo adentrar no mercado de trabalho ou dar continuidade aos estudos. Também foi abordado o mau funcionamento dos programas Pé na Escola e Primeiro Passo.

Durante a sessão, mulheres de diferentes bairros de Salvador denunciaram o funcionamento dos programas Pé na Escola e Primeiro Passo. Na oportunidade, falou-se sobre como ambos afetam diretamente a vida de cada criança, mas também na vida de cada mãe.

A co-vereadora Cleide Coutinho (PSOL) ressaltou a importância de assegurar que o direito à creche seja garantido para que as mulheres consigam ocupar os espaços que têm direito. “Eu, que já fui usuária das creches, sei que ainda existe muita deficiência, mas o quanto que esse espaço é importante para que as mulheres consigam adentrar no mercado de trabalho e consigam se libertar do processo de violência”, afirmou Cleide.

Para a co-vereadora, os diversos relatos reafirmam a necessidade da atuação da Prefeitura Municipal de Salvador e da Secretaria Municipal da Educação (SMED). Recentemente, as Pretas enviaram ofícios solicitando informações e dados sobre como está a atuação dos programas e também solicitando uma reunião com o secretário Marcelo Oliveira, mas ainda não obtiveram retorno.

A vereadora Laina Crisóstomo (PSOL), fez uma reflexão sobre como o direito à creche não se limita apenas no direito à educação, mas no direto a comida, na perspectiva de que não haja o trabalho infantil, nem exposição dessas crianças a violência e ao crime. Ela salientou a atuação do coletivo contra a atual gestão do prefeito Bruno Reis (União).

“A gente tem feito, desde o início do nosso mandato, um enfrentamento muito grande a esse processo de desmonte na educação. Para nós, existe algo que é muito forte, que é sobre o lugar de fala. A gente precisa ouvir quem está fazendo esse enfrentamento todos os dias”, disse Laina.

A pedagoga e membro do Coletivo de Coordenadoras Pedagógicas, Nara Carteado, destacou o mau funcionamento dos programas de atendimento às crianças com deficiência e menores de 2 anos, exemplificando que, como mãe,  só conseguiu matricular sua filha na creche após dois anos de tentativas.

“Trago também o recorte da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que diz que a educação infantil é a primeira etapa para educação básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral dessa criança, esses recortes são para dizer que os temas aqui tratados são garantidos por lei. Por que não garantimos isso dentro dos nossos espaços?”, questionou ela.

Também participaram do debate a coordenadora da Instituição Beneficente Conceição Macedo (IBCM), Maria Conceição; a operadora de produção, mãe e moradora de Pernambués, Joselene Almeida; a assistente social e conselheira tutelar de Camaçari, Monique Souza; o fundador e coordenador da Creche Escola Amélia Rodrigues, Roque Miranda; a pedagoga e presidente da Associação de Mulheres Pôr do Sol de Valença, Dulcimar Rodrigues; a assistente social voluntária da TamoJuntas, a pedagoga Ilana Deiró; a idealizadora do projeto bate-papo IBEJIS e conselheira tutelar de Salvador, Daniela dos Santos; a pedagoga e membro do Coletivo de Coordenadoras Pedagógicas, Nara Carteado; a coordenadora de Educação da Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia, Mariselma Bonfim; a educadora voluntária e agente de saúde da Ilha de Maré, Sidiana Menezes;  a dona de casa, mãe solo de  quatro filhos e moradora da cidade baixa , Arilena de Souza; a representante da SMED, Agda Cruz e a representante da ocupação Trobogy, Ângela Maria.

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