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Marta critica aprovação de MP que privatiza Eletrobras: “Vai pesar o bolso do trabalhador e afetar gravemente o desenvolvimento social e econômico de diversas regiões pobres”

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Líder da oposição na Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou a aprovação na Câmara dos Deputados, na noite de quarta (20), da Medida Provisória que objetiva o processo de privatização da Eletrobras e suas 14 subsidiárias.

Para a vereadora, trata-se de um retrocesso na política nacional de geração, transmissão e comercialização de energia que pode afetar milhares de brasileiros com aumentos na conta de luz para consumidores e empresários, desemprego, dificuldade de acesso à água, fim do Programa Luz para Todos e diminuição de investimentos nas áreas de educação, cultura e saúde.

“Espero que o Senado não concretize este absurdo. A privatização traz graves riscos para a população, pois além do aumento na conta de luz, coloca em risco a eficiência do serviço em diversos pequenos municípios, gera desemprego, barra investimentos da estatal feitos para educação, saúde e cultura, e ameaça mais uma vez a população mais pobre do país, principalmente no Nordeste”, lembra, referindo-se a Chesf, uma das subsidiárias que papel fundamental no desenvolvimento social e econômico da região.

Segundo Marta, dos pequenos aos grandes, além da população em geral, devem se preocupar com a tentativa de privatização. A petista ressalta que a estatal responde atualmente por 37% geração de energia no Brasil e 50% da transmissão de energia, detém 168 usinas de energia, sendo 128 termoelétricas e 36 hidroelétricas, possui 52% da capacidade de armazenamento de água em reservatórios hídricos do país, garantindo a geração de energia limpa (sem gerar gases do efeito estufa), a baixo custo e de fonte renovável.

“Os números da Eletrobras a tornam a maior empresa do setor elétrico na América Latina. Quando a energia vira um bem de mercado ela pode sofrer variações extremas. Não só os pequenos consumidores e população em geral devem se preocupar com a privatização. Repassar à iniciativa privada o controle da estatal vai tornar mais difícil a gestão do uso das águas no país, pois os novos controladores não terão o mesmo compromisso que o Poder Público no que diz respeito à segurança hídrica e às tarifas”, pontua.

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