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Fiocruz desenvolve método que impede Aedes aegypti de transmitir vírus

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Trazido ao País pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto de pesquisa ‘Eliminar a Dengue: Desafio Brasil’ é parte de uma iniciativa científica internacional pioneira que estuda o uso da bactéria Wolbachia como uma alternativa natural, segura e autossustentável para o controle da dengue. Quando inserida no mosquito Aedes aegypti, a bactéria é capaz de reduzir a transmissão dos vírus dengue e chikungunya. Recentemente, também foi demonstrado que a Wolbachia pode fazer o mesmo em relação ao vírus zika.

Durante sua visita nesta quinta (10) à Fiocruz (Instituto Bio-Manguinhos), no Rio de Janeiro (RJ), a presidenta Dilma Rousseff acompanhou de perto a atual fase de desenvolvimento do projeto. O projeto faz parte do programa internacional ‘Eliminar a Dengue: Nosso Desafio’, que também realiza estudos na Austrália, Vietnã, Indonésia e Colômbia. No Brasil, os bairros de Tubiacanga, na Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro, e de Jurujuba, em Niterói, que participam do projeto.

Há ainda o projeto Unidades Disseminadoras, que funciona como uma armadilha com inseticida. Ao passar por ela, a fêmea do mosquito fica impregnada com a substância e a leva até o criadouro. Assim dissemina a ação inseticida e elimina as larvas até mesmo em focos não identificados pela população e pelos agentes de saúde.

Na atual etapa do projeto, os pesquisadores avaliam a liberação de mosquitos adultos e a liberação de ovos – neste caso, é usado o Dispositivo de Liberação de Ovos (DLO), um recipiente plástico com tampa e pequenos furos nas laterais. Os DLOs são hospedados na residência de moradores que colaboram com a iniciativa  os chamados ‘anfitriões’ do projeto. No interior do recipiente há ovos de Aedes aegypti com Wolbachia, água e alimento para as larvas que vão nascer. Cerca de sete a dez dias depois da instalação do DLO, os ovos darão origem aos mosquitos adultos, que voarão gradativamente para fora do recipiente por meio dos furos.

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