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Conferência debate políticas públicas voltadas à saúde mental em Salvador

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Durante dois dias, a 3ª Conferência Municipal de Saúde Mental, realizada na UniFTC, na Avenida Luiz Viana (Paralela), discutiu os avanços na construção de políticas públicas mais assertivas voltadas à saúde mental dos soteropolitanos. O evento, iniciado na segunda (11) e finalizado nesta terça-feira (12), foi promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e pelo Conselho Municipal de Saúde de Salvador (CMSSSA).

O tema principal foi “A política de saúde mental como um direito: pela defesa do cuidado em liberdade, rumo a avanços e garantia dos serviços da atenção psicossocial no SUS”. Participaram cerca de 200 pessoas entre usuários dos serviços de saúde mental oriundos de Centros de Atenção Psicossocial (Caps), ambulatórios e da rede de atenção básica, trabalhadores e gestores destas unidades e membros do CMSSSA.

Para a psicóloga e titular da Coordenadoria da Rede de Atenção à Saúde Psicossocial de Salvador, Mariana Soares, a conferência é de extrema importância para a cidade, pois vai nortear como será o cuidado com os indivíduos a longo prazo.

“É um momento muito democrático e que estávamos esperando. Há dez anos Salvador fez essa conferência de saúde mental e o objetivo é discutir a melhoria dessas políticas públicas. Isso vai além de discutir a condição dos serviços, o que os usuários estão precisando, como estão os Caps do município”, explicou.

Os presentes foram separados em quatro grandes grupos de trabalho para debaterem as temáticas: o cuidado em liberdade como garantia de direito à cidadania; gestão, financiamento, formação e participação social na garantia de serviços de saúde mental; política de saúde mental e os princípios do SUS: universalidade, integralidade e equidade, além dos impactos na saúde mental da população; e os desafios para o cuidado psicossocial durante o pós-pandemia.

Para a assistente social e coordenadora do Ponto de Cidadania de Itapagipe, Jamile Soares dos Santos, a conferência colabora na formação de estratégias que levam em consideração o indivíduo como um todo, passando por aspectos de mobilidade, moradia e fortalecimento de vínculos familiares e rede de apoio.

“Estes serviços precisam ser ofertados com cuidado, qualidade e ética. Falamos muito desse cuidado com liberdade e isso é falar dos princípios do SUS de igualdade e integralidade. É conseguir fazer que este seja um espaço que as pessoas questionem, tragam suas propostas e que elas sejam efetivadas”, detalhou.

Dinâmica – As propostas para cada um dos temas foram construídas inicialmente em pré-conferências realizadas nos meses de janeiro e fevereiro. Ao todo foram 18 encontros promovidos neste período. As propostas foram rediscutidas e remodeladas para que possam ser aprovadas e apresentadas na conferência estadual, que ocorrerá em junho.

Uma das propostas discutidas foi a transformação das unidades do Caps tipo II em unidades tipo III, com a ampliação da equipe de profissionais que atua no período noturno. A sugestão do grupo de trabalho é que neste período, além de ter profissionais de enfermagem, estejam presentes nas unidades psicólogos, assistentes sociais e terapeutas. As unidades do Caps III são especializadas no tratamento e reinserção social de pessoas com transtornos graves e persistentes.

A usuária dos serviços especializados em saúde mental do município, Girlene Almeida, reforçou a importância dos debates com os diversos atores envolvidos. “Precisamos de um espaço onde o usuário tenha vez e voz para falar o que precisa. As propostas que eu gostaria que fossem aprovadas nesta conferência são da transformação dos Caps e da oferta de consultórios nas ruas da cidade”, completou.

Além de finalizar o relatório que será levado ao âmbito estadual no segundo momento, também foram selecionados os 36 representantes de Salvador que terão participação e voto na conferência estadual.

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