Lançamento de livro sobre a história de Salvador marca os 472 anos da primeira capital do Brasil

A comemoração dos 472 anos de Salvador na próxima segunda-feira (29) e a necessidade de estimular nos mais jovens o amor pela capital da Bahia é o ponto de partida para mais uma joia lançada pela Editora Martins & Martins. Em parceria inédita, os professores e historiadores Ricardo Carvalho e Aurélio Shommer preparam uma surpresa, um livro dedicado ao público infantojuvenil que mescla experiências tradicionais de uma obra literária e um mergulho no mundo virtual, via plataformas digitais.

O lançamento de “Salvador, minha cidade” seria realizado exatamente no dia 29 de março, data em que a “soterópolis” completa 472 anos, mas precisou ser adiado em respeito às medidas de restrição estabelecidas pelas autoridades para conter o avanço da Covid-19.

Utilizando a autoridade de outras produções no mundo acadêmico e científico, os autores partem da necessidade de apresentar a primeira capital do Brasil para seus moradores e visitantes com um carinho especial, como uma forma de despertar a autoestima de um povo que superou inúmeras contrariedades para desenvolver características que são muito particulares, uma mescla ímpar da cultura de povos que desembarcaram ou foram encontrados aqui.

Essas particularidades do “ser de Salvador” têm sido cada vez mais fundamentais no enfrentamento desta Pandemia que já provocou mais de 4.500 mortes e infectou quase 169.000 pessoas apenas na capital da Bahia e que tem promovido outras perdas nos setores produtivos, na economia e até na formação educacional de quem não dispõe de grandes condições financeiras.

É a partir do encontro entre mídia impressa e digital que Ricardo e Aurélio apresentam uma Salvador que não é conhecida por parte dos que moram aqui, numa obra rica em imagens e iconografia histórica, voltada para o público infantojuvenil, mas que pode encantar adultos que se interessam pela magia e encanto de uma cidade estabelecida em dois planos, cidades alta e baixa, que carrega a modernidade das principais metrópoles do mundo sem deixar de lado a essência da carga cultural dos seus antepassados.

Sem perder o compromisso com a fidelidade científica e buscando uma linguagem acessível aos mais novos, os autores passeiam pela formação histórica, caracterização social, riquezas culturais e identidades desta que, ao longo dos séculos, se converteu em uma usina de novidades, talentos e tendências nos mais diversos segmentos.

Para Aurélio Shommer, “Salvador reflete, como poucas cidades, sua identidade, que se expressa fortemente com o ‘ser soteropolitano’. Mas é preciso saber como, onde e quando essa identidade nasceu, e o que ela representa”.

Já Ricardo Carvalho destaca que “Salvador é uma cidade que vibra na sua luta, na sua resistência e inovação. Ver uma geração de jovens e crianças que por longos meses não puderam experimentar a riqueza da sua cidade em sua versão mais ampla, nos instiga a elevar essa estima e esse sentimento de baianidade, que Salvador promove e imprime nos seus filhos”.

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