Recadastramento do SUS causa aglomerações em unidades de saúde e site sem testes não suporta volumes de acesso. PMS tenta resolver com publicidade na pandemia

O recadastramento para o Sistema Único de Saúde (SMS) tem causado aglomerações e confusões nos postos de saúde da capital baiana. Uma estratégia equivocada da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) orientada pela Secretaria de Comunicação (Secom) foi a receita da celeuma que acontece na cidade.

Segundo o secretário de Saúde, Leo Prates, a sugestão para criação de um site faltando três dias para o fim do prazo de recadastramento teria sido oferecida pelo titular da Secom. Sem testes de capacidade na ferramenta tecnológica, o volume de acessos feitos por conta do terror colocado na explicação vazia da Prefeitura, causou a derrubada do site e uma corrida às unidades de saúde.

Negando princípios do SUS, a Prefeitura fala em descontinuidade dos serviços de Atenção Primária, caso o usuário não faça o recadastramento. Afirmando em entrevista que foram realizados cerca de 200 mil cadastros nas últimas 24 horas com um site que ficou por vários momentos fora do ar, o secretário Leo Prates parece duvidar da população que tentou realizar a inserção ou atualização dos dados.

A bola fora ainda é mais grave quando acolhe uma sugestão que não parecia a mais adequada diante do findar do prazo. A mea culpa pode ser feita pela SMS por ouvir pessoas que não lidam com qualquer estratégia comunicacional em saúde, principalmente em situações de crise. A Secom tem gerenciado determinados episódios na cidade apenas com o silêncio e não haveria de ter a melhor solução neste momento.

Cabe agora que o Secretário de Saúde de Salvador deixe a sua equipe encontrar a melhor forma de lidar com a situação e não dividir responsabilidades com quem não sabido cuidar do próprio terreno. Repassar recursos de publicidade para sites ao invés de cuidar de tranquilizar a população parece a estratégia de suavizar os danos coleterais da sugestão errada feita à SMS. Cabe lembrar que a Justiça Eleitoral tem que considerar a publicidade institucional como importante para o combate à pandemia para que seja veiculada durante o período em que as vedações à agentes públicos estiverem valendo.

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