Itiruçu: Servidora municipal alega perseguição por conta de denúncias contra a gestão

Uma funcionária efetiva do município de Itiruçu foi à Justiça contra uma ação onde alegava perseguição depois de ter tornado pública a falta de auxílio do município com positivados com a Covid-19. Uma paciente alegou que pagou sozinha todos os remédios para tratar o novo coronavírus e não recebeu nenhum tipo de medicamento do município, mesmo com os valores repassados ao município pelo governo federal, que ultrapassam a casa de 2,5 milhões.

Depois de noticiado pelo site local Itiruçu Online, o fato tomou grande repercussão, sendo noticiado por diversos sites e emissoras de rádios. Na LT FM, de Lajedo do Tabocal, a prefeita Lorenna Di Gregorio tentou negar o fato, mas foi contestada pela paciente, voltando atrás e pedindo desculpas, garantindo que iria arcar com todos os custos, relatando ainda que haveria chamado a atenção da Secretária de Saúde no sentido de não mais ocorrer a falta de auxílio a nenhum paciente de covid-19. A paciente não teve até o dia de hoje nenhum medicamento pago pelo município. 

Após as polêmicas, a funcionária efetiva foi comunicada que seria transferida do local de trabalho – onde ficava perto de casa – para outro setor, com a justificativa apenas de “ter criticado a atual gestão da prefeita Lorenna Di Gregorio”. Cumprindo a ordem e acionando a Justiça para barrar o ato que foi considerado uma perseguição ao livre exercício à democracia.

Decisão favorável – Na sexta-feira (21), através do processo nº 8001347-90.2020.8.05.0138, a Justiça decidiu que o município de Itiruçu deve promover o retorno da funcionária para o seu posto de trabalho.

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