ACM Neto esconde as unhas que vão arranhar as relações do bloco liderado pelo MDB

A tomada do PDT baiano pela estratégia de ACM Neto iniciou em Salvador e deve consolidar seu intento de disputar o governo da Bahia em 2022. Assim como tentou dominar o antigo PMDB (hoje MDB), mas teve a reação dos caciques da legenda, o democrata dessa vez não utilizou o inábil Bruno Reis e preferiu o promissor Leo Prates.

Com a singela presença da competente Ana Paula Matos nos quadros do outrora partido brizolista, ACM Neto garante a chapa da sua sucessão e alinhava os caminhos para 2022. Se o PDT de Lupi hoje é o PDT de Ciro, isso é um indicador de que o futuro pode ter Neto e Ciro juntos. Rui Costa – que ganhou um Zé Ronaldo do demista – não deve estar gastando seus neurônios com essa composição que não lhe tira uma vaga no Senado.

Enquanto isso, o bloco composto por MDB, PTB, PSC e Solidariedade segue inflando o Republicanos como tábua de salvação para emplacar um nome na chapa apadrinhada por Neto. O problema é que os protagonistas dessas legendas são conhecidos por negociarem no atacado e ganharem por fora no varejo. Talvez por isso, o presidente Geraldo Júnior esteja encontrando dificuldades na empreitada, apesar de manter a postura de unidade de grupo. Sabedor dessa conduta de alguns líderes da legenda, Neto pode estimular esse balcão de secos e molhados.

Agosto ou setembro, quiçá no prazo limite, o prefeito anunciará a vice na chapa. Incautos imaginam que o candidato seria o próprio ACM Neto já que ele fala e seu escolhido parece ser está com a tecla Mudo acionada. Talvez seja pelos prejuízos políticos sempre que faz alguma declaração.

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