“Atitude desprezível”, aponta sindicalista ao condenar veto do presidente ao projeto que indenizava profissionais de saúde no combate à covid-19

O presidente da República, Jair Messias, vetou nesta terça-feira (04), projeto aprovado pelo Congresso Nacional que determinava o pagamento de uma indenização de R$ 50 mil aos trabalhadores da saúde que ficaram incapacitados para o trabalho após contrair o coronavírus ou a familiares de profissionais de saúde que morreram enquanto estavam na linha de frente do combate à doença
O político vetou a matéria na íntegra e alegou “contrariedade ao interesse público” para negar a indenização proposta. Apontou ainda que o benefício indenizatório para agentes públicos cria despesa em período de calamidade.

“A frustração ampliada por mais um golpe não pode ser considerada como surpreendente, pois esse presidente não demonstra qualquer respeito à vida humana. Quem toma essa atitude como surpresa ainda não conseguiu compreender a natureza perversa de seu estilo de governar”, disse o diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Everaldo Braga.

O sindicalista que também preside o Conselho Municipal de Saúde de Salvador foi enfático ao condenar a atitude do presidente da República. “Um indivíduo eleito para representar os anseios da sociedade e age apenas de acordo ao seu sádico prazer. Milhares de vidas sendo ceifadas diariamente por conta da pandemia, trabalhadores no limite máximo de suas forças duelam contra a covid-19 nas unidades de saúde, alguns sendo levados pela morte e o presidente no auge de sua missão genocida despreza vidas e desdenha da dor das famílias”, apontou Braga.

O veto de Jair Messias atingiu aos profissionais reconhecidos pelo Conselho Nacional de Saúde, agentes de endemias, técnicos e auxiliares de serviços operacionais, como limpeza, condução de ambulâncias e segurança. Durante as discussões no Congresso Nacional, outras categorias foram incluídas, como fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e coveiros. Todos esses trabalhadores e seus familiares foram prejudicados pelo que fora considerado como uma “atitude desprezível” pelo representante dos trabalhadores. “Desprezível é a única forma de adjetivar tal atitude tomada por esse que marca seu nome na história pela estupidez, sadismo e privilégios familiares”, concluiu Braga.

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