Quem cuida da cidade na pandemia é o servidor público, mas vocês não estão preparados para essa história

Quem está no caixa do supermercado e da farmácia? Quem conduz os poucos ônibus na cidade? Quem está atendendo os pacientes infectados pelo coronavírus nas unidades de saúde? Se os nomes de Bruno Reis, Fábio Motta, ACM Neto ou algum vereador não estiver em suas respostas, você merece o troféu “Manjo dos Paranauês” da cidade.

Tido como grande condutor do combate ao coronavírus, o prefeito de Salvador mantém propositadamente o discurso longe da política, mas pavimenta seu nome para 2022 com os adjetivos que lhe serão ofertados na oportunidade. Por hora, Neto carrega o peso de Bruno Reis para a sucessão municipal, agradece aos céus pela resposta da consulta do PDT de Leo Prates ao TSE e se projeta com a intenção de cuidar das plantas e bichos de Rui Costa no Palácio de Ondina.

Enquanto isso, motoristas e cobradores; caixas e empacotadores; servidores públicos municipais vivem uma roleta russa diária para defender a vida na cidade e não conseguem qualquer valorização. Tendo que correr o risco de ter a única honraria nas lápides, trabalhadoras e trabalhadores reclamam demora na testagem da Covid-19 diante de tantos atendimentos que fazem na rede pública de saúde, principalmente nos bairros de maior número de infectados pela doença.

Talvez, você que ache que é o prefeito que cuida da cidade neste momento não esteja preparado para essa historia.

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