Prefeitura intensifica combate à leptospirose na região do Dique do Tororó

A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Saúde, intensifica as ações de controle da leptospirose na região do Dique do Tororó. A mobilização acontece nesta quarta-feira (08), a partir das 08:30 horas.

Durante a estratégia que contará com a atuação de cerca de 30 profissionais entre agentes de combate às endemias, além de biólogos e veterinários que compõem a equipe técnica, será realizado o controle químico (desratização) em todo entorno dique e ruas adjacentes. De acordo com a chefe do setor de vigilância e controle das zoonoses, Cristiane Yuki, a mobilização faz parte das operações especiais deflagradas pelo Centro de Controle de Zoonoses para monitorar as principais avenidas, córregos e canais, praias e praças da cidade.

“O Dique do Tororó é uma das áreas do município com grande vulnerabilidade para infestação de roedores. Por esse motivo intensificaremos a intervenção química para reduzir a população de ratos nessa região e minimizar os riscos de transmissão da leptospirose. Essa mesma estratégia seguirá em outras localidades que apresentam o perfil mais propício para a infestação de roedores”, explicou Yuki.

A técnica reforçou ainda a importância da população fazer a sua parte para garantir a redução da infestação dos roedores na cidade. Os cidadãos podem solicitar a visita das equipes do Programa de Controle da Leptospirose através do Fala Salvador 156.

“A intervenção química é um paliativo, já que os ratos vão morrer. Mas, o principal fator que contribui para o aparecimento de ratos é o acúmulo de lixo. Se a população continuar acumulando entulhos, descartando lixos e alimentos de forma inadequada, outros ratos irão aparecer. Recomendamos que os moradores adotem a prática de dispensar os resíduos somente em horários próximos aos da coleta diária”, destacou.

Até o início de julho deste ano, foram registrados 16 casos confirmados da doença em Salvador com a ocorrência de um óbito pelo agravo.

Leptospirose – A Leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada leptospira, presente na urina de roedores, transmitida ao homem. Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama tornando vulnerável qualquer pessoa que tiver contato com a água das chuvas ou lama contaminadas. As leptospiras presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento.
Os sintomas mais frequentes da leptospirose são parecidos com os de outras doenças, como a gripe e a dengue. Os principais são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna), podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. Nas formas mais graves, geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há a necessidade de cuidados especiais.

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