Brasil: presidente e deputados federais são os maiores aliados do coronavírus

Um país em plena pandemia e que demite dois ministros da saúde – um deles em menos de um mês – padece para o caminho da morte. É consenso na classe médica que o isolamento social é a melhor receita para enfrentar esse momento, mas o presidente da República insiste em decisões personalistas e egocêntricas.

A curva mórbida continua crescendo e os leitos ocupam na sua totalidade em uma sobrecarga que vai colapsar. Enquanto isso, o presidente insiste em substância que a comunidade científica não recomenda para o tratamento da Covid-19.

No meio de uma guerra onde o inimigo invisível deve ser combatido com isolamento total para preservar a vida, o presidente está em um cruzada pessoal contra a vida e para encontrar um ministro que faça o que ele deseja. Como apontou o The Guardian: um absurdo. Nosso país é uma chacota.

Dizer que o isolamento social total – lockdown – não tem comprovação científica como ferramenta para diminuir os efeitos devastadores é mantra bolsonariano. Enquanto isso, os adeptos leais ao genocídio insistem em afirmar sem qualquer base que, a cloroquina é o remédio ideal para tratamento do coronavírus. Falta de coerência ou má fé mortal.

A acefalia atinge também políticos que apenas emitem notas de repúdio. Parlamentares baianos, por exemplo, que integram o Centrão, não utilizam suas prerrogativas e obrigações. Deputados ditos da esquerda, assistem passivos e pensando eleitoralmente em 2022. O jogo político não tem apenas o presidente como protagonista vilão. A vilania tem deputados, prefeitos, governadores e até vereadores.

A sociedade ainda não entendeu que precisa se proteger para sobreviver. Tem político que apoia o “libera geral” para atender aos seus patrocinadores nos nichos eleitorais. Não pensam nas vidas humanas e apenas, nas doações feitas pelos empresários que bancam suas campanhas, eleições, whiskys e passeios de lanchas pela Baía de Todos os Santos.

Vivemos a crise sanitária mais grave de todos os tempos e aqueles que deveriam defender a vida humana, se prestam ao tesão mórbido do presidente da República que é o principal aliado do coronavírus no país. Quem reza nesta cartilha deverá ser responsabilizado criminalmente e nenhuma Medida Provisória será capaz de defender quem assim tem agido.

A vida vai vencer e aqueles que se puseram em confronto durante a pandemia serão levados às barras da Lei. Seja pela atitude ou pela passividade. O tempo vai mostrar.


Jeremias Silva é gestor ambiental e jornalista editor do Política na Rede e do Diário da Metropolitana

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