Duas a cada cinco pessoas não têm acesso a água e sabão

Neste domingo (22), quando se comemora o Dia Mundial da Água, todas as atenções estão voltadas para a luta contra o novo coronavírus (Covid-19) e um cuidado de higiene é fundamental para evitar pegar a doença e propagar o vírus da Sars-cov-2: lavar corretamente as mãos.

Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), duas em cada cinco pessoas em todo o mundo não têm instalações básicas para se lavar as mãos, de acordo com os dados mais recentes.

Conforme o Unicef, 40% da população mundial, ou 3 bilhões de pessoas, não têm lavatório com água e sabão em casa e quase três quartos das pessoas nos países menos desenvolvidos não têm instalações básicas para lavar as mãos em casa.

O Unicef afirma ainda que 47% das escolas, que abrigam 900 milhões de crianças em idade escolar, não têm um lavatório adequado.

Nos estabelecimentos de saúde de todo o mundo, 16% não tinham banheiros funcionais ou instalações para lavar as mãos nos pontos de atendimento onde os pacientes são tratados.

Lavar as mãos com sabão é uma das coisas mais baratas e eficazes que você pode fazer para proteger você mesmo e os outros contra o coronavírus, bem como contra muitas outras doenças infecciosas. No entanto, para bilhões, mesmo as medidas mais básicas estão simplesmente fora de alcance.

O vereador Luiz Carlos Suíca (PT), chama atenção no dia em que seria para comemorar, o dia Mundial da água. O edil disse que ultimamente as reclamações dobraram. Em meio a pandemia foram noticiados que em Salvador, mais de 110 bairros ficariam sem água. “Não temos o que comemorar, esse mês de março todo, no qual a pandemia avança na cidade, os bairros da capital baiana sem água”, denuncia o edil.

O edil ainda frisa que no programa ‘De Olho na Cidade’, no qual é apresentador, a produção recebe diariamente reclamações da população sobre a falta de água. “Em Nova Constituinte uma telespectadora denunciou que estavam há mais de 15 dias sem água, existem outros bairros com a mesma situação, Pernambués, Saramandaia, Santa Cruz, Plataforma, Cábula, a periferia sempre denunciando o descaso com um bem necessário, ter água nas torneiras é direito de todos, além da falta de água, as reclamações com esgoto são constates, a falta de infraestrutura básica nos bairros de Salvador é real.

A periferia sofre em meio ao caos da pandemia, a OMS (organização Mundial de Saúde) adverte todo tempo, para não sair de casa, lavar as mãos, mas como sem água?”, ressalta Suíca

O vereador ainda aponta os dados da Unicef, que mostra a precariedade dos serviços de saneamento básico em todo o mundo. “Como é o caso da África, esse continente sobre com a precariedade em saneamento básico. “Ontem foi noticiado em poucas mídias, o avança de pessoas contaminadas na África, são mais de 1.000 infectados com covid-19, e a mídia insiste em não noticiar, o Continente não está recebendo a devida atenção, como os outros países. Ontem comemoramos o dia Internacional da Discriminação, não noticiar a África é racismo”, denuncia o edil.

O vereador ainda disse que na África ao sul do Saara, mais 258 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos, no Brasil, 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada, existem ainda ruas em Nova Constituinte sem saneamento básico, sem asfalto”, finaliza Suíca.

No Brasil – Segundo o Sistema Nacional de Informaçõe sobre Saneamento (SNIS), na média brasileira, 83,5% da população é servida por rede de água e apenas 52,4% tem o esgoto coletado, do qual somente 46% é tratado, conforme os dados mais recentes divulgados em fevereiro. Esses percentuais pouco subiram nos últimos anos, ligando o alerta para a impossibilidade de se cumprir as metas de universalização do saneamento até 2033, conforme o Plano Nacional de Abastecimento (PlanSab), de 2013.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou estudo que prevê que quatro em cada 10 litros de água são perdidos no Brasil antes de chegar à população. Conforme a confederação, 34 milhões de brasileiros não têm água encanada e quase 40% dos recursos hídricos se perdem por desvios e infraestrutura deteriorada.

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