Marta Rodrigues diz que assassinato de quilombola em Cachoeira “escancara feminicídio”

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Democracia Makota Valdina, da Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) repudiou, na quinta-feira (28), o assassinato da estudante de Serviço Social da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Elitânia de Souza da Hora, 25 anos, na noite do dia anterior. “O crime abre ainda mais as feridas da sociedade causadas pelo feminicídio no país”, disse Marta.

“É uma notícia que nos entristece, abala, pois trata-se de um caso nítido de feminicídio. Uma coisa brutal. Elitânia era uma mulher negra, liderança quilombola, cheia de vida e de coragem, um exemplo para todos e todas”, declarou a vereadora.

Marta destaca que o assassinato da líder quilombola pelo ex-companheiro, segundo informações da Polícia Civil, escancara o machismo e a herança patriarcal de dominação dos homens sobre as mulheres, que insiste em assolar o Brasil justamente no Mês da Consciência Negra e Mês Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher. A vereadora lembra ainda que no dia 25 foi iniciada a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

“Precisamos fazer valer a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. Por mais que fiquemos tristes, precisamos resistir e nos unir ainda mais nessa luta. Assim como aconteceu com Elitânia, pode acontecer com qualquer uma de nós, com qualquer uma que esteja ao nosso lado e em nosso convívio social. Calar diante disso é, de certa forma, ser cúmplice”, afirmou.

Políticas públicas – Para Marta Rodrigues, as ruas, os conselhos municipais e as casas legislativas continuam sendo os principais caminhos para fortalecer a luta contra o feminicídio e o machismo, uma vez que “o governo federal tem demonstrado total descaso com as políticas públicas em prol das mulheres.

E complementa: “Já vimos que o governo federal prega um discurso de ódio e misógino. Para quem está no poder, o lugar de mulher é dentro de casa, obedecendo ao marido, submissa ao homem. Por isso, por mais que nos machuque, precisamos estar juntas nas ruas, nos espaços de poder, na frente das câmaras, cobrando políticas públicas daqueles que nós elegemos, cobrando posicionamento. Não podemos permitir o silêncio das autoridades diante de casos como esse”.

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