Trilha ecológica gratuita movimenta o Parque São Bartolomeu neste domingo

Considerada uma das maiores reservas de Mata Atlântica em área urbana do Brasil, o Parque São Bartolomeu, no subúrbio de Salvador, abre as portas neste domingo (24), para mais uma edição da Trilha Ecológica – APA Bacia do Cobre/São Bartolomeu. Com programação diversificada, que inclui aulas de zumba, ioga, danças sagradas e xamânticas, além de passeio guiado a cavalo, as atividades terão inicio a partir das 7 horas, com ponto de concentração no Centro de Referência, na entrada do parque. A entrada é gratuita.

Inserido na dinâmica do subúrbio de Salvador, região com uma das maiores concentrações populacionais da capital, o Parque São Bartolomeu integra a Área de Proteção Ambiental (APA) Bacia do Cobre e é repleto de características urbanas e rurais marcantes. A localidade, historicamente, é considerada sagrada para as religiões de matriz africana, como o candomblé. Por conta dessa memória ancestral, os principais pontos foram batizados com nomes de orixás: praça e cachoeira de Oxum, cachoeira de Oxumaré, escada dos Escravos e a cascata de Nanã.

Integrante do coletivo Guardiões do APA Bacia do Cobre/São Bartolomeu e docente da Universidade Católica do Salvador (UCSal), Débora Porciúncula acredita que a Trilha Ecológica realizada no parque, além de promover atividades socioambientais, chama a atenção para o processo de degradação ambiental do local. “É preciso despertar o interesse da sociedade para a única área na cidade do Salvador onde ainda existe um sistema de cachoeiras, vegetação remanescente de Mata Atlântica, uma grande barragem, e a Lagoa da Paixão, principal afluente do Rio do Cobre, além da presença de fauna e flora endêmicas do bioma”, defende.

A guardiã do espaço também acredita que a iniciativa estimula as pessoas a conhecer o espaço, interagir com o ecossistema e refletir sobre a importância da conservação ambiental. “Ao promovermos estas atividades, que ocorrem a cada dois meses, queremos contribuir, definitivamente, com o processo de formação de público e estimular a sensação de pertencimento em cada um. Convidamos todos os visitantes a comprarem essa causa junto com a gente e desejamos que os “trilheiros” e toda a sociedade civil se transformem em novos guardiões dessa APA tão importante para a nossa cidade e para o meio ambiente”, finaliza Débora.

Trilha Ecológica APA Bacia do Cobre/São Bartolomeu – A trilha tem início no Centro de Referência, com acesso pela Avenida Afrânio Peixoto, na Suburbana, onde alguns voluntários orientam sobre o passeio. Com pouco mais de dois quilômetros, a trilha é finalizada na Barragem do Cobre, local que, no passado, era responsável por distribuir água para os bairros do subúrbio de Salvador. No trajeto, o visitante pode conferir uma das vistas mais bonitas do passeio, que é a queda d’água do Rio do Cobre, onde os mais corajosos arriscam uma descida de rapel. Ao final, o visitante é contemplado com a visão do rio, que se estende até a Lagoa da Paixão, entre Fazenda Coutos e Nova Brasília de Valéria.

As atividades no Parque São Bartolomeu ocorrem desde de setembro de 2017, de forma bimestral, e envolve conselheiros da APA Bacia do Cobre/São Bartolomeu, com o apoio de representantes do grupo de pesquisa Desenvolvimento, Sociedade e Natureza (DSN), da UCSal, Cata Bahia, Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), Instituto Búzio e membros da comunidade, além do apoio do 9° e 14° Comando da Policia Militar e da Companhia da Polícia de Proteção Ambiental (Coppa).

Sobre o Parque – Instituído em 1978, por meio de um decreto municipal, o Parque conta com 75 hectares de área verde. Rico em biodiversidade, com árvores centenárias, cachoeiras, cascatas e até mesmo um rio, o único ainda “vivo” em toda a cidade, faz fronteira com os bairros de Pirajá, Ilha Amarela, Rio Sena e as localidades do Boiadeiro e Beira-Mangue, em São João do Cabrito. O espaço é apenas um pedaço de um vasto território: a APA Bacia do Cobre/São Bartolomeu, estabelecida em 2001 pelo governo da Bahia, com o objetivo de preservar o entorno de degradações ambientais.

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