Comerciários de Salvador pedem assinatura da convenção coletiva da categoria

O Dia dos Comerciários foi celebrado na Câmara Municipal de Salvador, na manhã desta sexta-feira (8), em audiência pública requerida e dirigida pelo vereador Hélio Ferreira (PCdoB). No encontro ocorrido no auditório do Centro de Cultura, comerciários e dirigentes sindicais pediram a assinatura da convenção coletiva da categoria.

Conforme o vereador Hélio Ferreira, a audiência foi agendada para celebrar a data na Câmara e para encontrar uma solução para o impasse que foi criado entre patrões e empregados por conta da não assinatura da convenção coletiva da categoria. “São mais de três anos sem a convenção coletiva e essa situação está prejudicando a categoria”, frisou Hélio Ferreira.

Ele ressaltou que é fundamental cumprir todos os direitos dos trabalhadores do comércio e reforçou que a assinatura da convenção coletiva é um desses direitos. “Temos que publicizar essa situação da convenção coletiva, fazer o debate, ver qual o tamanho das demandas da categoria e buscar soluções”, disse.

Impasse – O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) na Bahia, Pascoal Carneiro, também lamentou que, há três anos, os comerciários aguardam a assinatura da convenção coletiva. “O impasse é péssimo para a categoria”, reconheceu. Disse ainda que a situação vem causando ações na Justiça trazendo prejuízos para o trabalhador e, por conseguinte, para a economia da cidade. “É uma insensatez dos patrões”, acrescentou. Ele também pediu o fim do sindicato patronal, considerando-o uma “distorção” que beneficia o capital.

A economista Nadja Vieira, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieesed), informou que o comércio ocupa a terceira posição na economia da cidade. Disse ainda que a comemoração da data serve para trazer reflexões sobre conquistas de direitos. Ela também fez uma análise do atual momento político do país e considerou o cenário “negativo para o trabalhador”.

O auditor Mário Diniz, fiscal do Trabalho na Bahia, informou que no Brasil existem 2.100 auditores fiscais. O número foi considerado “assustador” para o tamanho da economia do país. Ele também fez coro para ocorrer a assinatura da convenção coletiva. Já Marcos Verlaine, assessor parlamentar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), fez uma apresentação sobre as mudanças das leis do país que “prejudicam o trabalhador”. A análise teve como ponto de partida o impeachment de Dilma Rousseff. Dentre as leis consideradas nefastas para o trabalhador, Verlaine destacou a que estabelece o Teto de Gastos e as reformas Trabalhista, Previdenciária e Administrativa. Também criticou a Lei dos Gastos com Terceirizados.

Também participaram da audiência pública e fizeram parte da mesa de trabalho o médico Deuclides Cardoso; o presidente do Sindicato dos Comerciários, Renato Ezequiel; a presidente do presidente do Sindicato em Supermercados, Rosa de Souza; o ex-vereador Everaldo Augusto, o presidente da Federação das Associações de Bairros de Salvador, João Benedito, dentre outros.  A atividade legislativa teve apresentação do Coral do Sindsaúde-BA, regido pela maestrina Paola Kaká, e performance poética de Tiago Oliveira.

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