Câmara Municipal de Salvador tem bancada de situação, oposição, independente e de Geraldinho

A autonomia dos poderes políticos prevista na Constituição parece ter ganhado seus verdadeiros contornos. Executivo e Judiciário sempre tiveram suas prerrogativas respeitadas. A relação entre Executivo e Legislativo sempre foi caracterizada em muitas vezes pela subserviência travestida de parceria pela cidade ou pelo estado.

Com a ascensão do vereador Geraldo Junior (SD) à presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o Legislativo soteropolitano compreendeu seu papel diante dos interesses coletivos da cidadania. Além da produção legislativa, os vereadores – que outrora diziam amém às mensagens enviadas pelo Executivo – agora seguem os ritos previstos no Regimento da Casa e discutem os projetos à exaustão. O Programa de Parcelamento Incentivado (PPI) do Imposto para o Imposto de Transmissão de Intervivos (ITIV) foi a matéria mais recente, onde a Casa manteve comportamento orientado pelo seu número 1.

A condução feita pelo atual presidente tem transformado sua presidência em liderança no plenário da Casa. Não a toa conhecido com “O Líder” por colegas vereadores, assessores de mandatos e jornalistas que cobrem as atividades diariamente na CMS, Geraldo Júnior tem protagonizado capítulos de enfrentamento das “forças ocultas” que teimam em inteferir no andamento do funcionamento da Casa do Povo.

Perspicaz e atento aos detalhes no plenário, fora dele, Geraldo tem se mostrado prudente, principalmente quando o tema é sucessão municipal. Sempre lembrado em sondagens, o presidente da CMS não esconde a intenção de “governar a cidade”. Enquanto isso, pavimenta seu caminho dentro de casa ao garantir a proteção dos colegas vereadores e com isso, adquire respeito e lealdade ao ponto de ter o que já tem sido chamada de “bancada de Geraldinho” ou nas rodas de conversas como “bonde do Líder”.

Pode parecer para alguns que o Líder tenha apenas a liturgia do cargo ao seu favor e para outros que esteja sendo o protagonista de uma nova liderança política. O tempo dirá o que realmente está acontecendo com essa nova perspectiva de conduzir o que a Câmara fez e faz, como diz a orientação do seu presidente para a cidade. Para uns, copo meio cheio, para outros, o copo é meio vazio, mas que tem água para rolar, isso tem.

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

FOLLOW @ INSTAGRAM