Marcos Mendes ouve adolescentes na Defensoria Pública

Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescência, na Câmara Municipal de Salvador, o vereador Marcos Mendes (PSOL) participou, na manhã desta quinta-feira (23), de debate com adolescentes promovido pelo Projeto Acolher- Curadoria Especial da Defensoria Pública da Bahia. A atividade contou com a presença também da deputada estadual Neuza Cadore (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

Os adolescentes, segundo Marcos Mendes, promoveram uma verdadeiras aulas de cidadania, mostrando que estão atentos aos desrespeitos aos direitos do segmento. Entre os questionamentos dos estudantes, o vereador destacou: “Porque a educação nunca é prioridade?”, “Porque falta educação nas favelas?” e “Porque não abordam os direitos constitucionais e direitos humanos nas escolas?”.

Recorte racial – O vereador Marcos Mendes se posicionou na roda de diálogo com os adolescentes: “Minha mãe, que é meu exemplo, estudou apenas até o 5º ano e trabalhou em diversos empregos para que eu pudesse estudar. Eu sempre estudei em escola pública e vim do bairro da Liberdade. Sou um exemplo vivo de como a educação me transformou e me permitiu ver que é possível transformar o mundo”.

E acrescentou: “Educação não ser prioridade é projeto, já dizia Florestan Fernandes (sociólogo). Lamento muito que os governos de Rui Costa (governador) e ACM Neto (prefeito) continuem fechando escolas e pagando mal aos educadores. Mas, estamos fiscalizando e lutando para que isto não ocorra. Não precisamos de mais presídios para as favelas e guetos, precisamos é de políticas públicas e todas elas com recorte racial, pois a capital mais negra fora da África tem que manter seu povo preto vivo e investindo no potencial dos jovens”.

Falar sobre direitos humanos na escola, argumentou o presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente, seria um bom começo. Mas, ponderou, “nem a lei sobre a história do povo negro eles respeitam”.
O vereador Marcos Mendes incentivou os jovens a permanecerem atentos à defesa dos seus direitos: “Boto fé nessa juventude organizada, que tem a força e a potência para revolucionar este país e dar aula de direitos humanos nas ruas”.

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

FOLLOW @ INSTAGRAM