‘Temer e Bolsonaro querem destruir a saúde’, diz Marta após saída de médicos cubanos

A vereadora Marta Rodrigues (PT) lamentou, nesta quarta-feira (14), a saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos por causa da falta de entendimento e das declarações autoritárias e descabidas do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Segundo ela, a saída de 11 mil médicos cubanos por conta da “intolerância e incapacidade de diálogo do presidente eleito” deixará um vácuo no atendimento à saúde em mais de três mil municípios brasileiros. Dados do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasemsm) mostram que pelo menos 24 milhões de brasileiros são atendidos nas áreas onde os cubanos atuam.

“Desde 2013, quando o programa foi instituído pela presidenta Dilma, mais de 113 milhões e 359 mil pacientes foram atendidos. Mais de 700 municípios tiveram pela primeira vez um médico, conforme informou o próprio Ministério de Saúde de Cuba. Agora, 24 milhões de brasileiros ficaram sem assistência”, explicou a vereadora petista.

Para a edil, a saída desses médicos será um dos tantos retrocessos previstos no governo que se iniciará no dia 1º de janeiro. “Vamos ter uma situação gravíssima nos próximos anos. Além de 11 mil médicos a menos, teremos os investimentos em saúde congelados pelos próximos 20 anos por determinação do governo ilegítimo de Michel Temer. O cenário que se aproxima é tenebroso”, disse.

O político do PSL disse que iria expurgar do Brasil os profissionais saúde ao obriga-los a fazer o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira, conhecido como Revalida.

“A necessidade do Revalida para o Mais Médicos já havia sido dispensada em decisão do STF. E então o presidente eleito ameaça novamente esses profissionais, ofende o governo Cubano e coloca em dúvida a capacidade desses médicos, que tem prestado um serviço essencial no Brasil em diversos municípios onde os médicos brasileiros não querem trabalhar”, disse Marta.

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