Ministro diz que Bolsonaro não seguiu protocolo de segurança

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que a coordenação da campanha e os familiares de Jair Bolsonaro (PSL) foram avisados pela Polícia Federal sobre os riscos que ele corria ao fazer atos de campanha no meio de multidões e sentado sobre os ombros de apoiadores. Os agentes de segurança disseram que, dessa maneira, ele se tornaria um alvo fácil para eventuais agressores. O alerta, contudo, foi ignorado. Bolsonaro foi estaqueado no abdômen na tarde de quinta-feira em Juiz de Fora (MG). Ele estava justamente na posição em que foi orientado a não ficar.

“Candidato é um bicho difícil porque ele procura ter contato. Quem lida com segurança sabe que isso faz parte do jogo. O problema é quando você vai para uma situação de risco reiterada sobre a qual a segurança diz: ‘olha, não dá para fazer segurança nessas condições’. Foi chamada a atenção dele [Bolsonaro] e de outros candidatos também”, explicou Jungmann. As declarações foram dadas após o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Brasília.

O ministro isentou a equipe da PF de responsabilidade indireta sobre o atentado. “Era uma situação em que você não tem controle, o candidato é levado de um lado para o outro sem que você consiga controlar a multidão”. Geralmente, Bolsonaro tem de 20 a 30 policiais que atende e são divididos em turnos. No momento em que foi esfaqueado, havia 13 policiais federais a sua disposição além de 50 policiais civis e militares que foram cedidos pelo governo de Minas Gerais.

O número foi considerado adequado pela equipe do ministério da Segurança Pública. Apenas para efeito de comparação, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, o então presidente da França, François Hollande, que era considerado como um alvo em potencial para atentados, tinha à disposição nove policiais federais.

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