“Pedidos por intervenção militar são grito de socorro de uma população descrente”, afirma pesquisadora

Ao longo da última semana, a cientista social e antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, professora na Universidade Federal de Santa Maria (Rio Grande do Sul), se reuniu com quatro grupos de caminhoneiros que estavam em greve.

O trabalho, feito com a antropóloga Lucia Scalco, fazia parte de um projeto mais amplo das duas especialistas sobre os eleitores de Jair Bolsonaro. Pinheiro-Machado, que também já lecionou em Oxford e na Universidade de São Paulo (USP), já vinha estudando os movimentos sociais que ocuparam as ruas no Brasil e no mundo nos últimos anos. “Todos são ambíguos porque seguem uma lógica de agregação, em que você agrega pessoas via viralização, contágio, nas redes sociais. E como não são sindicalizados, sem aquela linha clara do sindicado e do movimento, elas reivindicam coisas múltiplas”, explica. Uma das lições da paralisação, explica ela, é o fato de que a polarização política vista nas redes sociais não abarca toda a população, que é contraditória.

Confira a entrevista, clicando aqui

 

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