Câmara Municipal de Salvador aprova indicação a ministro para que não privatize a Chesf

A Câmara Municipal de Salvador aprovou, na tarde de quarta-feira (6), um projeto de indicação, de número 882/2017, ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, para que abdique do processo de privatização da Eletrobrás, da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e que não leve o feito à frente por meio de Medida Provisória.

O projeto de indicação foi de autoria da vereadora Marta Rodrigues, por considerar que a tal ação pode desencadear em graves problemas para a população, tendo em vista que a política energética é de interesse público em qualquer nação soberana. “Deve ser de responsabilidade do próprio país, como corre na França e Alemanha. A Chesf tem grande importância para o Nordeste, sendo impensável a entrega da gestão da água do São Francisco, que é uma água de uso múltiplo, para a iniciativa privada”, destaca a vereadora Marta Rodrigues (PT).

Segundo a vereadora, o Velho Chico acumula 70% da disponibilidade hídrica do Nordeste do país e do norte de Minas Gerais, de acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF). A Chesf, acrescenta, teve fundamental importância no programa Luz para Todos, que tirou milhares de baianos e nordestinos do escuro, dando a eles condições melhores de vida e acesso à tecnologia.

“O dossiê feito pelo Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (Sindurb-PE) e pela Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (Frune) apontam que a Chesf teve um lucro de R$ 3,9 bilhões em 2016 e de R$ 370 milhões no primeiro semestre deste ano, ressaltando que a mesma atrai grandes empreendimentos e tem os melhores indicadores de desempenho operacional do país”, afirma.

Audiência – “Os impactos negativos da privatização da Eletrobrás” foi o tema de uma audiência pública ocorrida no Centro de Cultura da Câm07 a necessidade de informar à população, principalmente a urbana, dos riscos apresentados por essa proposta, para que o movimento contra a privatização ganhe mais força. “Temos feitos audiências e ações jurídicas em todo o país. Estamos vivendo um momento de convulsão social, o governo Temer está vendendo o patrimônio para fazer ajuste fiscal. E depois? Nossos filhos e nossos netos ficarão subordinados ao mercado. Essa é a fatura do governo atual para o golpe”.

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