Câmara homenageia Coletivo de Mulheres do Calafate

Através de uma sessão especial, a Câmara Municipal de Salvador prestou na terça-feira (10) uma homenagem ao 25º aniversário do Coletivo de Mulheres do Calafate. Segundo a vereadora Marta Rodrigues (PT), “o Coletivo é uma iniciativa importante do movimento de mulheres, que batalha cotidianamente. Este grupo é um verdadeiro exemplo de solidariedade”.

Marta afirmou que o Coletivo de Mulheres do Calafate “são dessas iniciativas que surgem da força de vontade das mulheres que não querer ver suas vizinhas e amigas sendo violentadas que nos mostra o quanto a união faz a força”.
O surgimento do Coletivo de Mulheres do Calafate ocorreu em outubro de 1992, em decorrência de uma situação de violência contra as mulheres ocorrida na comunidade. Após uma reunião para tratar sobre a organização de uma festa de São João, uma das mulheres foi agredida e arrastada pelo companheiro em público.

“São mulheres que se juntaram para ajudar umas às outras, motivando-se a lutar e a enfrentar suas dores e impedir que novos casos aconteçam”, reforçou Marta Rodrigues.

Atualmente, o Coletivo conta com 38 integrantes e luta pelo enfrentamento à violência contra as mulheres; além de saúde, direitos sexuais e reprodutivos e pela economia solidária. Conforme o coletivo, um dos desafios se refere “à naturalização do sofrimento pela condição de pobreza e de ser mulher negra”.

Já Azânia Leiro, vice-coordenadora do Coletivo de Mulheres do Calafate, afirmou que “o coletivo me fez enxergar o feminismo, que luta contra a violência doméstica e a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho”. Segundo ela, “não devemos ter medo em lutar pela igualdade de gêneros”.

A mesa do evento também foi composta por Vilma Reis, ouvidora da Defensoria Pública do Estado da Bahia; Maria Del Carmen (PT), deputada estadual; Nadirlene Gomes, pesquisadora do Grupo de Estudo Violência, Saúde e Qualidade de Vida; Rosária Pires, integrante do Movimento Nacional das Cidadãs Positivas; Luiza Huber, membro da Articulação de Mulheres Brasileiras/Salvador (AMB); Júlia Mcnaught, ativista do Turismo Comunitário em Salvador; Tânia Palma, integrante da Rede de Mulheres Negras do Estado da Bahia e Rosana Fernandes, representante da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (Cese).

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