Guardas municipais ameaçam não desfilar no Sete de Setembro por conta de fardamento precário e ameaças de retaliações

O Desfile Cívico-Militar em comemoração ao 195º Aniversário da Independência do Brasil será realizado no próximo dia 07 de setembro. O evento que conta com aproximadamente cerca de três integrantes de forças civis e militares pode ter uma tropa a menos no cortejo que homenageia a data simbólica para os brasileiros.

Integrantes da Guarda Civil Municipal de Salvador [GCMS] prometem não desfilar por conta do estado precário do fardamento utilizado atualmente por eles. A corporação que conta com cerca de 1200 guardas civis nos diversos grupamentos pode ficar de fora desse momento cívico sempre apreciado pela população.

O alerta foi dado pelo Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador [Sindseps]. Segundo o diretor Bruno Carianha, esses servidores municipais protestam contra o que consideram com sucateamento do órgão. “A farda azul marinho é uma marca da instituição e uma exigência da Lei 13022/14 [Estatuto Geral das Guardas Municipais] para os municípios. Estar devidamente uniformizado é um dever do guarda civil e uma obrigação do Poder Executivo. Parece que existe uma estratégia de precarizar a ação da Guarda Civil Municipal de Salvador, quando nossos fardamentos não são distribuídos e ficamos em desconformidade com o que exige a Lei”, afirmou Carianha que também é guarda civil municipal.

O dirigente sindical aponta ainda uma trama de perseguição aos guardas civis que se negam a desfilar por conta da precariedade do fardamento. Segundo a denúncia enviada em diversos grupos de whatsapp dos guardas municipais, em uma reunião com integrantes da GCMS, o diretor da Secretaria Municipal de Ordem Pública [Semop] Maurício Lima teria ameaçado os guardas com retaliações futuras, caso não participem do desfile. “Tomamos conhecimento dessa denúncia grave. Inadmissível que existam ameaças explícitas de um gestor público, principalmente por conta de erros cometidos pela própria gestão. Nós compramos o nosso fardamento, pois a Prefeitura não forneceu. Não temos vergonha de nossa farda e sim, das condições em que elas se encontram por conta da depreciação causada pelo tempo. Não admitiremos qualquer ameaça, perseguição ou retaliação aos colegas por conta disso e iremos às últimas consequências para combater essas atitudes absurdas e denunciaremos publicamente quem procede dessa forma, pois indivíduos estejam agindo assim não podem integrar a administração pública”, finalizou Carianha.

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

FOLLOW @ INSTAGRAM