APLB pede intermediação da Câmara junto à Prefeitura

Representantes da APLB-Sindicato estiveram na Câmara Municipal de Salvador, na tarde desta segunda-feira (10), para pedir apoio do Legislativo junto à Prefeitura de Salvador diante das reivindicações dos professores municipais. A agenda na Casa Legislativa contou com reunião com o Leo Prates (DEM), presidente da Câmara, no Salão Nobre, e participação da diretora Elza Melo na Tribuna Popul11ar.

De acordo com Elza Melo, na última assembleia, a categoria decidiu reduzir o pedido inicial de 19% para 14,5% no reajuste salarial. No entanto, segundo ela, a proposta do Executivo permanece em 0%.  “O que reivindicamos é que a Prefeitura apresente uma proposta de reajuste linear, contemplando ativos, aposentados e Reda. Que respeite a data-base, que é em maio, e que cumpra com o que está previsto no plano de carreira”, disse. Durante a reunião com o presidente Leo Prates, os sindicalistas pediram intermediação da Câmara para evitar que os educadores paralisem as atividades por tempo indeterminado.

Ainda segundo Elza, existe em Salvador um déficit de 100 mil vagas para crianças, o que descumpre as diretrizes do Plano Nacional de Educação – Lei nº 13.005/14. A coordenadora ainda denunciou problemas estruturais nas unidades do Município, a exemplo de fiação exposta, sanitários inadequados, falta de material escolar e fardamento. Contando com o apoio do plenário, Elza Melo entregou uma lista de reivindicações a cada vereador presente na sessão.

Afirmando ser este o papel do Legislativo, o presidente Leo Prates ressaltou que “a Câmara está sempre à disposição para promover o diálogo que atendam os pleitos da sociedade”.

Repercussão – A presença da categoria na Tribuna contou com o apoio das vereadoras Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT), e os vereadores Hilton Coelho (PSOL) e Sílvio Humberto (PSB).

“A Casa do Povo precisa se envolver nesta causa. É uma área fundamental de política pública, qualquer coisa que aconteça na Educação tem repercussão na cidade, na vida das pessoas, por isso a Câmara Municipal tem que acompanhar cada passo desse processo de negociação”, frisou Aladilce Souza.

A categoria iniciará nesta terça-feira (11) uma paralisação de 48 horas contra o que classificam como descaso do prefeito ACM Neto diante das reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras do setor.

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