“Projeto Revitalizar precisa ser mais debatido com a população”, afirma Marta Rodrigues

A vereadora Marta Rodrigues (PT) voltou a criticar, na quarta-feira (12), a tentativa de aprovar o Projeto Revitalizar sem levar em consideração as preocupações dos moradores da região do Centro Antigo, onde o projeto será implantado. Na última audiência pública, ocorrida no dia 7 de abril, movimentos sociais e setores da sociedade civil alegaram que há um grave risco de gentrificação, com a expulsão de moradores e de trabalhadores informais que tiram o sustento de suas famílias naquela região.

Marta defende a realização de mais audiências públicas com os movimentos sociais, moradores e trabalhadores da região para que se chegue a um consenso e um documento oficial com as demandas da população. Ela teme que a aprovação do projeto no dia 26 de abril gere mais desigualdade social.

“A ameaça de gentrificação do Centro Antigo, a exemplo do que aconteceu com a retirada dos trabalhadores da Feira do Couro, onde dezenas de pessoas trabalhavam há anos. O local hoje se tornou uma escadaria inóspita e sem vida. Há uma tentativa de elitização do Centro Antigo para atender turista e o empresariado que não leva em conta a vida e a rotina dos moradores. Com o Revitalizar, muito provável que eles percam suas moradas e seus trabalhos e migrem para as periferias”, declarou Marta.

Segundo a vereadora, para a população do Centro Antigo os investimentos têm sido marcados pela ineficácia e ineficiência no que se refere às questões sociais, notadamente as relacionadas à infraestrutura urbana, emprego e habitação. “Temos exemplos claros disso, como a tentativa de expulsar os ferreiros da Ladeira da Conceição da Praia, a derrubada de casarões históricos na Ladeira da Montanha”, pontuou.

De acordo com o projeto, os proprietários de casarões que não aderirem ao Revitalizar em no máximo cinco anos terão os imóveis desapropriados pela prefeitura. Marta questiona a isenção de impostos municipais em troca das reformas dos casarões e pontua que a prefeitura deveria executar dívidas de IPTU e destinar os imóveis para habitação social. “É preciso considerar a importância de quem ocupa esses imóveis e a necessidade de inclui-las em qualquer projeto que pretenda incidir sobre o Centro”, acrescentou Marta.

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