“Neto faz muita festa mas não prepara a cidade para as chuvas”, dispara Marta Rodrigues

As chuvas que castigaram Salvador na última quinta-feira (31) e nesta segunda (03) mostraram quais são as prioridades do prefeito ACM Neto (DEM): a promoção e os gastos em eventos ao invés de prevenir a capital baiana das enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra constantes.

É o que atesta a vereadora Marta Rodrigues (PT). “O que estamos vendo com essas chuvas que se iniciam é uma cidade maquiada. Os alagamentos ocorrem nos mesmos pontos de sempre e a sensação de pânico continua nos bairros periféricos da cidade. O prefeito fez muita festa, muita publicidade, mas nada para minimizar os impactos da chuva ao longo dos últimos anos”, disse.

A vereadora aponta que é possível ver a ausência de prioridades do prefeito na infraestrutura para as chuvas com base em alguns dados da Lei de Orçamento Anual. Conforme a LOA de 2017, a previsão de gastos para “e Ações de Desenvolvimento Turístico” é de R$ 100,808 milhões, para a “publicidade institucional” é de R$ 36,990 milhões , para “Pessoal e Encargos Sociais” do Gabinete do Prefeito” é de R$ 34,283 milhões e para “Eventos e Festas Populares” é de R$ 29,976 milhões. Sem falar no montante de R$ 408 milhões para a primeira etapa do BRT (Bus Rapid Transit), com apenas 2,9 quilômetros de extensão.

Enquanto isso, na LOA o valor previsto para a “Estabilização de Encostas” é de R$ 16,505 milhões e para “Requalificação do Sistema de Micro e Macrodrenagem” é de apenas R$ 70,600 milhões. Para a manutenção das Estações, Terminais, Abrigos e Passarelas a previsão é de R$ 10.000,00. “São valores pequenos dada a dimensão dos problemas. E mostram o que é a prioridade nessa gestão. Festa e publicidade. Contrasta completamente das reais necessidades de Salvador”, destacou Marta.

Segundo a vereadora, outros fatores demonstram o descaso: Salvador não tem um Plano Municipal de Saneamento e o Plano Diretor de Encostas (PDE), datado de 2004 cuja atualização foi prometida para setembro de 2015, até agora não ficou pronto. “O documento precisa ser atualizado para que sejam identificadas com precisão as áreas de risco da cidade. Até hoje se trabalha com o número de 433 áreas de riscos em Salvador”, pontuou a vereadora.

Para Marta, fica cada vez mais claro que a preocupação com a população baiana e soteropolitana parte do governo do Estado. “São dois tipos de gestores completamente diferentes. Rui mostra preocupação constante”, disse. “Rui investir cerca de R$ 200 milhões em obras de pelo menos 98 encostas em 106 regiões. Cresceu em uma encosta, sabe como esse período é de aflição para a população”, frisou.

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