Lavagem de Itapuã completa 112 anos de tradição na quinta-feira (16)

Em 2017, uma das mais tradicionais festas populares de Salvador completa 112 anos com muita fé e alegria, como manda o figurino das comemorações de largo da cidade. Organizada pela Associação de Moradores de Itapuã (AMI) com apoio da Prefeitura, a Lavagem de Itapuã tem como ponto alto esta quinta-feira (16). A programação começa às 2h, com o Bando Anunciador, grupo formado por percussionistas e pessoas da comunidade e que percorrem as ruas do bairro para anunciar a festa.

Às 5h, é a vez da alvorada de fogos e da Lavagem Nativa, que completa 26 anos com o intuito de preservar a história e tradições do bairro. O evento foi idealizado por Dona Niçu, antiga moradora do bairro, já falecida, e atualmente a família dá continuidade através da coordenação e realização pelo Grupo MÃEtendo a Tradição. O ponto alto desta festividade é a realização de um grande café comunitário da manhã para os participantes.

Por sua vez, o cortejo tradicional deverá reunir aproximadamente 200 baianas com trajes tradicionais e águia de cheiro, no trecho entre a praia de Placaford até a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, na Praça Dorival Caymmi. Elas estarão acompanhadas por alabês (responsáveis pelos instrumentos musicais religiosos) e pelos axoxés Korin Nagô e Filhos de Gandhy. Em seguida, o carro alegórico temático desfila com grupos de ciclistas, personalidades e personagens populares da cultura soteropolitana, além do desfile de grupos artísticos e culturais do bairro, dentre eles A Lenda do Pássaro do Abaeté e Malê Debalê.

História – Iniciada em 1906 e considerada a última festa de largo, pois acontece na quinta-feira que antecede o Carnaval, a Lavagem de Itapuã é marcada pelo sincretismo religioso, com devoção à Nossa Senhora da Conceição, pelos católicos, e Iemanjá, pelos adeptos do candomblé. As comemorações começam logo de madrugada, ao som do Bando Anunciador e o café da manhã, cuja tradição iniciada por Dona Niçu tem continuidade com os filhos da falecida moradora do bairro.

Blocos de chão do próprio bairro se apresentam ao mesmo tempo em que são realizados os rituais religiosos, comandados por baianas até a chegada da escadaria da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã. A tarde é marcada pela parte profana da festa, com comidas, bebidas e muita música.

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