DPT auxilia na identificação de falsificações ou alterações em bebidas e alimentos

Em situações em que o consumidor encontra insetos ou outros objetos estranhos em alimentos ou bebidas, ao registrar queixa na Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), o material é encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passará por perícia na Coordenação de Bromatologia Forense. O principal papel desta coordenação é justamente identificar falsificações ou alterações, inclusive a presença de veneno em alimentos e bebidas, produzindo laudos importantes que colaboram não apenas com investigações em prol da defesa do consumidor, como também com inquéritos, instaurados pela Polícia Civil para desvendar homicídios, tentativas de homicídio, falsificações de produtos, dentre outros delitos.

“A bromatologia é o estudo dos alimentos e bebidas, sua natureza e composição, e forense porque aplicamos esse conhecimento, relacionando-o a algum crime ou suspeita de crime”, explica Maiana Teixeira, perita criminal, integrante do Laboratório Central de Polícia Técnica. “Em nossas análises, já identificamos presença de parafusos, insetos e até um dente humano em alimentos”, recorda Teixeira.

Em 2014, por exemplo, a coordenação foi acionada pela Polícia Civil para examinar um vinho, produzido clandestinamente no bairro de Valéria, em Salvador, e também na região do Centro Industrial de Aratu (CIA), em Simões Filho, na então ‘Operação Baco’. “No local de fabricação, em Valéria, foi constatado o armazenamento inadequado e a presença de insetos. Além disso, a bebida era uma mistura de suco de uva, etanol e outras substâncias”, diz a perita.

Para a delegada Idalina Otero, titular da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), o trabalho do DPT é fundamental para a comprovação da materialidade do crime. “Aqui, na Decon, fazemos muitas operações onde apreendemos alimentos impróprios para consumo humano, fora da validade, por exemplo, mas só os laudos periciais vão comprovar isso”, explicou a delegada, lembrando que o consumidor ao perceber algo de estranho no produto deve acionar a delegacia para que se inicie um inquérito policial.

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