Triunfo de Coronel acaba com o reinado de Nilo

Acabou o reinado absolutista do deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) à frente da Assembleia Legislativa da Bahia. Tido como egocêntrico e perseguidor de adversários políticos e desafetos pessoais, o “Rei de Antas” agora terá que pedir “questões de ordem” ao deputado Angelo Coronel (PSD) que ousou ser o protagonista de um embate dirigido pela coragem do senador Otto Alencar contra o agora “ex-monarca”.

A figura cheia de pose e com um “rei na barriga” sempre esteve cercado de fiéis escudeiros que tomavam a dianteira em sua defesa, enquanto Nilo ficava em sua sala fechada, onde pensava diariamente como permanecer intocável na presidência da Assembleia Legislativa.

Sua estratégia de dominação dos seus pares através de benesses e vantagens ruiu como um castelo de areia. Nem mesmo, a atitude de oferecer almoços e promessas para profissionais de imprensa se mostrou eficaz. Nilo sempre teve pavor de veículos alternativos e independentes, pois preferia holofotes da grande mídia e não teve cerimônia ao tentar se valer de aparições insignificantes como forma de sobreviver a iminente queda. Expediente parecido foi feito pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara (PSDB) nas vésperas da eleição naquela Casa Legislativa.

Sempre vangloriando em ser o “dono dos números”, Nilo e seu instituto de pesquisas não tiveram a sorte grande na banca. Alega traições e sua insistência lhe conduziu ao fracasso anunciado um dia antes da disputa, onde buscando dignidade inexistente, sua candidatura eterna foi retirada e seus adversários comemoraram com a inegável marca de resistência que tiveram contra um deputado que conquistou voos expressivos na política com a subserviência que sempre foi uma característica nata.

Agora, Marcelo Nilo continuará esperando o “comando” de seus chefes políticos e o seu futuro dependerá da sua fidelidade ao governador Rui Costa. Torce o ex-dono da ALBA que suas bases continuem leais ao mandato conquistado com a força do posto que ocupava com arrogância. Rei morto, rei posto! Isso não deve estar saindo da cabeça do agora “deputado de upusição” dentro da base do governo petista.

Confira como ficou a nova Mesa Diretora da ALBA:

Ângelo Coronel (PSD) – Presidente – 57 votos

Luiz Augusto (PP) – 1ª vice-presidência – 54 votos

Carlos Geilson (PSDB) – 2ª vice-presidência – 57 votos

Alex Lima (PTN) – 3ª vice-presidência – 32 votos

Manassés (PSL) – 4ª vice-presidência – 50 votos

Sandro Régis (DEM) – 1ª secretaria – 55 votos

Aderbal Caldas (PP) – 2ª secretaria – 52 votos

Fabrício Falcão (PCdoB) – 3ª secretaria – 50 votos

Luciano Simões Jr (PMDB) – 4ª secretaria – 52 votos

Suplentes:

Augusto Castro (PSDB) – 48 votos

Heber Santana (PSC) – 47 votos

Carlos Ubaldino (PSD) – 50 votos

Fabiola Mansur (PSB) – 53 votos

Ivana Bastos (PSD) – 55 votos

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