DIAP confirma PT como o partido mais influente do Congresso pelo 17º ano consecutivo

O Partido dos Trabalhadores tem 18 parlamentares entre os 100 mais influentes do Congresso Nacional. Desde 2000 o PT é o partido com o maior número de deputados e senadores na lista “Cabeças do Congresso Nacional”, elaborada anualmente, desde 1994, pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). São dezessete anos consecutivos de liderança petista na prestigiada lista do órgão que acompanha sistematicamente o Parlamento brasileiro.

A classificação de 2016, divulgada esta semana pelo instituto, mostra que o PMDB, mesmo contando com as maiores bancadas na Câmara e no Senado, ficou atrás do PT no ranking de importância e influência dentro do Congresso Nacional.Fazem parte da lista dos 100 mais influentes os deputados petistas Afonso Florence (BA), líder da Bancada na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), Carlos Zarattini (SP), Erika Kokay (DF), Henrique Fontana (RS), José Guimarães (CE), Marco Maia (RS), Maria do Rosário (RS), Paulo Teixeira (SP) e Vicentinho (SP). Também figuram no seleto grupo os senadores petistas Humberto Costa (PE), líder do partido no Senado, Jorge Viana (AC), José Pimentel (CE), Lindbergh Farias (RJ), Paulo Paim (RS), Paulo Rocha (PA), Fátima Bezerra (RN) e Gleisi Hoffmann (PR).

Os “cabeças” do Congresso Nacional são aqueles parlamentares que conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício de qualidades e habilidades que revelam protagonismo no processo legislativo, como capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações. Essas capacidades são medidas por atributos como senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão. “Enfim, é o parlamentar que, isoladamente ou em conjunto com outras forças, é capaz de criar seu papel e o contexto para desempenhá-lo”, explica o instituto.

Participação feminina – Um dado positivo revelado pela lista do DIAP é que a presença feminina entre os “cabeças” de 2016 no Congresso, em termos proporcionais, pela segunda vez, é maior que a participação total da mulher no Legislativo Federal. Enquanto as mulheres representam atualmente apenas 9.28% do Congresso Nacional, na elite do Parlamento (Câmara dos Deputados e Senado Federal), elas correspondem a 13%. Porém, um dado a ser analisado nesse protagonismo feminino é que, pela primeira vez, a quantidade de senadoras na lista superou a de deputadas (sete senadoras e seis deputadas), muito embora o número de deputadas seja mais de quatro vezes maior (52) que o de senadoras (12).

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