Históricos de gestores não arredam pé e causam arrepios na máquina pública estadual

Um fantasma que apareceu no governo Wagner em órgãos do governo do estado parece querer assombrar novamente a gestão. Denúncias veiculadas na imprensa e apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que comprovaram irregularidades em contratações via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) no âmbito da Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb) voltam a causar pavor em secretários, servidores, fornecedores e até mesmo nos envolvidos à época. (Clique aqui e confira)

Foram apontados como responsabilizados pelo TCE, por realizarem contratações irregulares e favorecimento à empresa terceirizada Postdata, um grupo de servidores que continuam ocupando cargos públicos de alta gestão, principalmente em diretorias administrativas, financeiras ou áreas de licitações e contratos, conforme mostra o site da Saeb (clique aqui).

Um exemplo tem sido demonstrado com a assunção de um novo governo. Mesmo com as recomendações feitas pelo TCE para sanar as irregularidades cometidas durante sua passagem pela Saeb, a ex-diretora Gilda Gordilho assumiu a diretoria geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, onde está responsável pela administração do órgão, em áreas como gestão de pessoas e finanças, o que tem sido considerado por fontes próximas ao governo como algo temeroso para o período eleitoral que se avizinha.

Excepcionalmente, a então responsável pelo Fundo de Custeio da Assistência a Saúde dos Servidores Públicos Estaduais, Sônia Magnólia Lemos Carvalho, agora ocupa a Secretaria Municipal de Gestão (Semge), órgão da Prefeitura de Salvador, considerado como a “super secretaria”. Na Câmara Municipal, a atuação da gestora é tida como autoritária e irredutível. Vereadores da base de apoio criticam a postura de Sônia Magnólia, que tem obtido aval do prefeito para conduzir os trabalhos da Semge, enfrentando até ocupantes do alto escalão. “Ela tem tido um comportamento prepotente e até o trabalho de Roma [João Roma, ex-chefe da Casa Civil da Prefeitura] tem sido desconsiderado por ela”, declarou um edil da base governista.

O debate político pode render nas Casas Legislativas (municipal e estadual), onde o tal fantasma pode assombrar a cena e causar dissabores que podem indignar o governador Rui “Correria” Costa.

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