Nova assembleia dos servidores municipais pode decidir por paralisação

“Não temos costume de descumprir o que apalavramos com quem quer que seja, ao contrário disso, quem afirma de maneira arriscada que aplicou plano de cargos e salários e garantiu reajustes reais para os servidores públicos municipais parece ser contumaz na prática de não honrar o que assina. O prefeito sabe que não cumpriu o PCV [Plano de Cargos e Vencimentos] da Saúde e o ‘Planão’ da administração direta. Isso já foi apontado pelos seus auxiliares e os contracheques provam isso”. A declaração do coordenador do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Nildo Pereira, foi a resposta em contraponto às declarações do prefeito de que os servidores deveriam cumprir o acordo feito na última greve da categoria.

Durante a assembleia geral, realizada na quadra de esportes do Ginásio do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, os trabalhadores repudiaram as recentes declarações do prefeito em relação à mobilização. O chefe do Executivo novamente ameaçou os servidores com cortes nos salários em caso de nova greve, além de ter tido que “não tinha medo do Sindseps”, a entidade representativa da categoria. Apesar da tentativa opressora, a decisão tomada foi pela continuação da mobilização.

Vários servidores apontaram a necessidade de reagir aos ataques do prefeito com estratégias diferenciadas. Várias atividades serão promovidas com a intenção de mostrar para a cidade, qual tem sido a atitude do gestor para com os trabalhadores. A negligência do prefeito com direitos básicos do cidadão será apontada para a população. Além disso, a continuação da Campanha Salarial 2016 terá novas ações protagonizadas pela categoria.

Uma nova assembleia será realizada na quadra de esportes do Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, no centro de Salvador. O ato acontecerá no dia 21 de junho, a partir das 09h. Um indicativo de paralisação será avaliado durante o evento. “Faremos essa assembleia e vamos continuar a nossa mobilização. Reafirmamos que não queremos o medo do prefeito e sim, que ele nos respeite como trabalhadores dignos e honrados. Ele pede que compremos tênis para acompanhá-lo, mas não oferece fardamentos para que possamos exercer nossas funções. Não vamos comprar calçados para segui-lo e sim, para caminhar pelas ruas da cidade e mostrar para a sociedade que estamos massacrados por um gestor midiático que não tem preocupação com o cidadão”, finalizou Pereira.

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