Greve: Sindseps afirma que continua negociando pauta da Campanha Salarial 2016

Os servidores municipais continuam mobilizados na Campanha Salarial 2016. Mesmo com a negativa da gestão municipal em relação ao reajuste salarial de 17% sob a alegação de não conhecer os números da arrecadação do primeiro quadrimestre, a categoria tem discutido itens da pauta de reivindicações que visam melhorias nas condições de trabalho para melhor atender ao cidadão.

Em greve desde o dia 15 de março, a categoria tem intensificado a mobilização como forma de pressionar a gestão municipal a negociar a pauta proposta desde o dia 26 de janeiro. Itens como auxílio-fardamento, segurança nas unidades de saúde, cumprimento do Estatuto das Guardas Municipais, gratificações e imediato desbloqueio dos salários retidos nas contas seguem sendo discutidos pelos representantes da categoria.

Apesar dos impedimentos da Lei Eleitoral, os servidores mantém uma agenda de mobilizações na cidade. Nesta sexta-feira (15), às 14h, uma nova assembleia será realizada. O ato acontece na quadra do ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos.

Para o diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura (Sindseps), Bruno Carianha, a expectativa da categoria é de que a negociação continue com a Prefeitura e que não existam retaliações aos servidores pela participação no movimento considerado legítimo pelo sindicalista. “Não fizemos quebra-de-braço com a gestão municipal. Negociaremos exaustivamente se for necessário, pois nossa capacidade de defender direitos não se esgota. Conduzimos nossa ação sempre para resguardar o legítimo direito do trabalhador de se mobilizar. Vamos seguir negociando e a greve é instrumento legítimo e esta mobilização tem a firmeza de permanecer até o tempo que for necessária. Vale salientar que buscamos entendimentos que resguardem o servidor municipal de retaliações e assédios. Isso é fundamental. Toda a pauta continua sendo alvo de nossa ação”, garantiu Carianha.

Questionado sobre um possível final da greve, Carianha foi enfático: “A decisão da assembleia desta quinta-feira [14] foi pela continuação da greve. O que o sindicato faz é negociar à exaustão mesmo. A saída da greve é sempre apontada pelos trabalhadores e a entidade não negocia final de greve, ao contrário, apresentamos os interesses coletivos da categoria e trazemos os resultados das reuniões para as assembleias onde acontece a avaliação. Sempre foi assim e continuará sendo. Não negociamos direitos sob nenhuma perspectiva”, declarou.

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