Bahia: Sindipetro repudia o PIDV lançado pela Petrobrás

O Sindipetro Bahia repudia e discorda da decisão unilateral da direção da Petrobrás de lançar um novo Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV), abrangendo inclusive os trabalhadores que ainda não se aposentaram.

Nos mesmos moldes do PIDV do governo de FHC, o Programa remeterá os trabalhadores, que porventura optem por ele, a um futuro incerto, além de dar grande prejuízo à empresa, que perderá seu capital intelectual. Os trabalhadores que permanecerem na empresa ficarão sobrecarregados, irão aumentar as horas extras de forma indevida e haverá mais riscos de acidentes.

Aqueles que ainda não se aposentaram e se sentirem pressionados a aderir ao PIDV vão perder a AMS e a PETROS. Com o processo de centralização da empresa é possível que muitos trabalhadores sejam convocados para trabalhar em outros estados, deixando de lado uma vida estabilizada com mulher e filhos no seu local de origem.

A lógica da direção da empresa é perversa e pode deixar muitos trabalhadores sem saída. A FUP e seus sindicatos filiados sequer foram comunicados sobre essa decisão e o assunto também não foi discutido em reuniões do Conselho de Administração. A direção da Petrobrás havia marcado uma reunião para tratar sobre o assunto, reunião essa que foi desmarcada pela empresa, que, em seguida, anunciou mais um “pacote de maldades”.

O Sindipetro Bahia orienta aos trabalhadores que não se deixem pressionar e aqueles que ainda não se aposentaram não devem aderir ao PIDV. É bom lembrar o que aconteceu com os empregados que aderiram ao PIDV no governo de FHC e hoje lutam na justiça para conseguir a reintegração à empresa. Eles dizem que foram iludidos e forçados à adesão devido à conjuntura da época. A história se repete. Mas hoje temos mais informações e exemplos passados que podem nos levar a um melhor discernimento.

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