Salvador: médicos fazem assembleia nesta quarta (06) e não descartam greve

Reunidos em assembleia na última quinta-feira (17), os médicos da Prefeitura de Salvador (PMS) retomaram a discussão sobre sua pauta específica e aprovaram posicionamento de solidariedade à greve dos servidores que vem sendo conduzida pelo Sindseps (Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador). Enquanto o Sindimed encaminha os procedimentos de negociação, fica a critério de cada médico a adesão ao movimento grevista em curso, de acordo com as especificidades de cada local de trabalho.

As negociações do Sindimed com a Prefeitura se baseiam em reivindicações específicas. O objetivo é buscar as melhorias sem necessidade de paralisar os atendimentos, especialmente para evitar transtornos à população, mas caso a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) permaneça na postura intransigente que tem assumido historicamente, e essa estratégia não avance, os médicos não descartam a greve.

Nesta quarta-feira (06), às 19h30, os médicos voltam a se reunir em assembleia, no Sindimed, quando farão uma avaliação do processo de negociação específico e definirão os encaminhamentos da mobilização. Confira a pauta com as revindicações abaixo.

Ponto eletrônico: instituir banco de horas para garantir a compensação nos casos em que não forem pagas as horas extras trabalhadas. Isonomia entre todos os vínculos no registro da jornada. A obrigatoriedade de bater ponto tem que valer para todos ou para ninguém.
Horário de almoço: regulamentar o “turnão”, suprimindo a parada obrigatória do almoço, possibilitando assim antecipar a saída em uma hora. A medida é especialmente importante para melhorar a segurança na movimentação dos profissionais quando retornam para casa. Em muitos locais o ambiente no entorno das unidades de saúde apresenta riscos e o policiamento é precário.
Abono: renovação imediata dessa parcela que complementa o salário-base e incorporação em definitivo, para computar na aposentadoria. A base salarial praticada pela Prefeitura é muito baixa, demandando o abono, mas é preciso elevar o piso para estimular a permanência dos profissionais e garantir aposentadoria digna.
Correção salarial: aplicar de imediato a reposição da inflação nos salários.
Revisão do PCCV: o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos precisa ser atualizado para contemplar o conjunto dos médicos e fazer frente às demandas de estímulo à categoria.
Implantação do PDP: o Programa de Desenvolvimento Pessoal que integra o PCCV é fundamental para garantir a progressão.  Sua implantação precisa sair do papel.
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Um comentário

  1. Cacá Reply

    Meu esposo é servidor municipal e foi penalizado por exercer o direito de greve. Estou desempregada e sei o quanto as coisas aumentaram de preço e o salário de meu marido está defasado e como se não bastasse foi cortado por ter feito greve. Não dá para o básico em alimentção e educação de nossos filhos. Estou decepcionada pq votei em ACM Neto e toda minha família incluindo o meu marido. Duas crianças vão passar fome.

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