Salvador: servidores municipais acusam deputado estadual de agressão e situação acaba na delegacia

Servidores municipais acusam o deputado estadual Pablo Barroso (DEM) de proferir xingamentos e agredir uma agente de saúde, na manhã desta sexta-feira (18), na frente do prédio-sede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no bairro do Comércio.

O site do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) traz o relato da confusão que terminou na 3ª Delegacia (Bonfim). Acompanhada de advogados e diretores da entidade, a servidora Marizete Pires seguiu para registrar boletim de ocorrência e exame de corpo e delito. Ela acusa do deputado de agredi-la fisicamente e de ter depreciado a sua condição feminina durante o protesto.

Na página do sindicato, a situação é descrita da seguinte forma: Sem reconhecer este direito de protestar e lutar por melhores condições de trabalho e valorização profissional, principalmente pela sua condição de integrante de um grupo político que não tem o costume de defender aspirações coletivas, o deputado estadual Pablo Barroso (DEM) resolveu extrapolar os direitos de sua investidura política e agredir trabalhadores que protestavam na frente do prédio-sede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no Comércio.

E a publicação continua: De maneira arrogante, agressiva e ríspido, o parlamentar que se arvora da sua amizade com o prefeito de Salvador, resolveu investir contra os servidores municipais que estavam protestando de maneira ordeira e buscavam convencer os demais colegas para fortalecer o movimento. Acompanhado por um homem não-identificado, Barroso proferiu xingamentos e ameaças na direção dos trabalhadores e sindicalistas. Em suas tentativas de adentrar na SMS, adjetivos pejorativos como “preguiçosos” e “baderneiros” foram disparados em ofensas aos manifestantes.

O coordenador geral do Sindseps, Everaldo Braga, demonstrou indignação em relação à postura do deputado Pablo Barroso. “Se viessem contar desta conduta vinda de um parlamentar, certamente eu não acreditaria. Mas, eu estava no local e também me senti ofendido com tanta falta de respeito. Como sindicalista, estou perplexo. Como servidor público, o sentimento é de repúdio total e como homem, sinto nojo de alguém que tenta menosprezar a condição feminina como forma de pontuar sua virilidade ou posição social”, disse Braga.

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