Caminhada de servidores municipais movimenta região do Iguatemi nesta quinta-feira (17). Greve continua

Servidores municipais de vários órgãos do serviço público da capital baiana realizaram caminhada de protesto na região da Avenida Tancredo Neves. A manifestação na manhã desta quinta-feira (17) foi motivada pela negativa da gestão municipal em conceder reajuste salarial para a categoria. O índice pedido foi de 17% de aumento no salário e que o auxílio- alimentação passe de R$ 14 para R$ 25.

Durante a concentração na Praça Newton Rique – em frente ao antigo shopping Iguatemi – os servidores acusavam o prefeito ACM Neto (DEM) de não querer assumir a negociação da pauta de reivindicações apresentada no dia 26 de janeiro na Secretaria Municipal de Gestão (Semge) e no Palácio Tomé de Souza. Somente no último dia 11 de março, representantes da gestão municipal apontaram a contraproposta e informaram que nenhum reajuste seria aplicado. A alegação é de que a crise financeira não permite que os pleitos financeiros sejam atendidos antes da verificação do balanço financeiro da Prefeitura de Salvador.

A categoria rechaça a informação que vem sendo veiculada pela gestão municipal. Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Servidores da Prefeitura (Sindseps), Everaldo Braga, não existe apresentação de balanço semestral na administração de Salvador, o que na opinião do sindicalista configura como uma falácia proferida pelos representantes do prefeito. “Sempre acompanhamos a apresentação do relatório financeiro quadrimestral da gestão. Tal audiência pública acontece na Câmara Municipal e é um rito legislativo importante e tradicional. Agora, a secretária de Gestão [Sônia Magnólia] emite uma declaração no mínimo, equivocada. Qual interesse de tentar fazer esse argumento vazio se fixar?”, questionou Braga.

O sindicalista aponta ainda outra inconsistência nas declarações oficiais do prefeito de Salvador. “O prefeito diz que a nossa data base é no mês de maio. Ocorre que a Lei Eleitoral proíbe que o agente público ofereça reajustes ao funcionalismo nos 180 dias que antecedem o pleito eleitoral. Se não terminarmos uma negociação e ocorrer a sanção deste reajuste, somente depois da posse do possível eleito. Ou seja, o prefeito diz nas entrelinhas que não concederá nosso reajuste salarial e a inflação vai continuar devorando nossos rendimentos”, afirmou Everaldo Braga.

Uma nova assembleia acontece na próxima terça-feira (22), às 08h, no Largo do Campo Grande. Os servidores prometem continuar a greve, caso o prefeito não assuma pessoalmente a negociação. “Não vamos permitir ser desrespeitados pelo prefeito. Ele não vai mais ousar duvidar da nossa coragem de enfrentar o desafio de valorizar nosso trabalho no serviço público municipal”, concluiu o diretor do Sindseps.

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

FOLLOW @ INSTAGRAM