Salvador: servidores municipais permanecem em greve e enfrentam resistência da PM em caminhada

DSC_0292Servidores públicos municipais de Salvador realizaram assembleia na manhã desta terça-feira (15). Durante o encontro que aconteceu na frente da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), na Avenida Vale dos Barris, os trabalhadores resolveram manter a greve por tempo indeterminado e somente retornar às atividades quando o prefeito ACM Neto (DEM) assumir pessoalmente as negociações salariais com a categoria.

Portando faixas e cartazes onde responsabilizavam o prefeito pela paralisação dos serviços, os servidores denunciavam a tentativa de estender a negociação da pauta de reivindicações para que os impedimentos da Lei Eleitoral possam interromper as tratativas de itens como o reajuste linear de 17% (dezessete por cento) nos salários da categoria. A legislação impede aumento nos salários de servidores públicos no período de 180 (cento e oitenta) dias que antecedam a eleição. A decisão é resultado de uma consulta feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reforça orientação anterior emitida.

A assembleia foi transformada em caminhada com direção à Praça Municipal, onde os servidores continuaram protestando contra a decisão do prefeito de não oferecer reajuste salarial para a categoria. Durante a passagem nas imediações da Rua Chile, os trabalhadores foram impedidos de prosseguirem por prepostos da Polícia Militar. Um princípio de tumulto foi criado pela tentativa de contenção feita pelos policiais. Após uma negociação tensa com dirigentes do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), o protesto seguiu seu trajeto até à frente do Palácio Thomé de Souza.

“O prefeito diz que não tem motivos para que os servidores estejam em greve. Sua auxiliar alega que a paralisação não tem cabimento. O que não tem cabimento é querer estender a negociação para que a Lei Eleitoral seja utilizada como argumento para não dar nosso reajuste. Uma tentativa sorrateira de tratar uma pauta produzida pela categoria e entregue com bastante antecedência. Depois de dois meses de supostas análises, um mantra repetido na Mesa de Negociação na última sexta-feira foi a palavra não. No dia de ontem, novamente o que se ouvia era não. A greve continua até o prefeito assumir a negociação. Não dá para negociar com quem não tem autonomia e muito menos conhecimento para tal”, disparou o coordenador do Sindseps, Everaldo Braga.

Os servidores se reúnem em nova assembleia na próxima quinta-feira (17), às 08h, na praça Newton Rique, em frente ao Shopping da Bahia. Uma caminhada na região será realizada em protesto contra a negativa da gestão em oferecer o reajuste no ano de 2016 e pelo não cumprimento das pautas da campanha salarial do ano de 2015. “Notadamente temos um papel a desempenhar em defesa de nossa categoria. O prefeito apostou em dividir a mobilização. O que vimos hoje foi a união de todas as entidades representativas dos trabalhadores e isso fortaleceu o nosso movimento”, concluiu Braga.

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