Vacina contra zika não chegará a tempo de conter surto, diz OMS

Para os cientistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma vacina contra o vírus da zika não chegará ao mercado a tempo para lidar com o atual surto da doença no Brasil e na América Latina.

Com essa conclusão alarmante, a OMS fechou ontem três dias de trabalho com cientistas de todo o mundo sobre como dar uma resposta à crise. Três áreas de trabalho foram escolhidas para concentrar os esforços: criar testes para diagnosticar dengue, zika e chikungunya, desenvolver novos métodos de combater o mosquito e pesquisar uma vacina que tenha as mulheres como foco

Mas, para os cientistas no evento, fica claro que a comunidade internacional está longe de obter respostas. “Especialistas em controle de vetores têm declarado claramente que intervenções clássicas – como o spray de inseticida não têm tido nenhum impacto significativo no combate à transmissão de dengue e o mesmo deve ocorrer com a zika”, disse a OMS em comunicado oficial.

Segundo a OMS, novos métodos precisam ser desenvolvidos. Entre os candidatos está a redução de mosquitos por meio do uso de bactérias que infectem a população dos insetos, a exemplo dos testes feitos com a Wolbachia no Brasil  que começam a dar resultados positivos. Quanto a vacinas, os especialistas convocados pela OMS apontam que, ainda que seu desenvolvimento seja uma prioridade, ela não ficará pronta para ser usada no atual surto. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

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