“Férias coletivas da Ford em Camaçari é reflexo da desaceleração econômica brasileira”, afirma presidente da ABRH Bahia

Com a decisão das férias coletivas na fábrica da Ford em Camaçari, anunciada aos colaborados na última terça-feira (19), o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Bahia), Cezar Almeida, declarou que a desaceleração da economia tem feito com que as empresas ajustem o planejamento também para 2016, como ocorreu no ano anterior. Para ele, os números divulgados pelas organizações nacionais e internacionais têm sido preocupantes para o mercado de trabalho.

“Estas férias coletivas na fábrica da Ford em Camaçari é reflexo que a desaceleração econômica brasileira registrada em 2015 continua em 2016. Ainda ontem, o FMI previu uma queda para o PIB do Brasil de 3,5% neste ano. Estes números preocupam o mercado de trabalho, porque teremos inevitavelmente uma redução das vagas de emprego”, afirma.

Ainda de acordo com Almeida, os colaboradores e as empresas precisam ficar atentos a toda esta movimentação e que, apesar do cenário pessimista, seja mantido um excelente ambiente de trabalho, condição fundamental para o engajamento e o aumento de produtividade.

“As empresas precisarão de funcionários cada vez mais engajados e com mais produtividade para que consigam permanecer no mercado. Se, por um lado, teremos que reduzir as vagas, por outro, é preciso investir nos que permanecem trabalhando na companhia”, completa.

De acordo com o comunicado da Ford, as férias coletivas abrangerão os empregados operacionais e administrativos ligados diretamente à produção da fábrica de Camaçari, entre os dias 08 e 26 de fevereiro. O Complexo Industrial Ford Nordeste gera mais de 8 mil empregos diretos, além de 80 mil postos de trabalho indiretos.

As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o DIEESE, SEADE e SETRE, mostram que, em novembro do ano passado, a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador (RMS) chegou a 19,6% da População Economicamente Ativa (PEA).

Também de acordo com a SEI, o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), índice que avalia as expectativas das entidades representativas do setor produtivo do estado, revelou um quadro de maior pessimismo em dezembro, com o indicador marcando -479 pontos, ante o registro de -460 no mês anterior.

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