Guardas municipais aguardam exoneração de gerente de operações e reclamam do valor da Operação Réveillon

Os guardas civis municipais de Salvador continuam com seus serviços paralisados. A decisão reafirmada em assembleia, na manhã desta segunda-feira (21), na sede da Suprev – Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência, na Avenida San Martin.

A pauta de reivindicações da categoria engloba itens como a implantação da gratificação do Regime Especial de Trabalho (RET); auxílio-fardamento e reajuste no valor da hora trabalhada na Operação Réveillon. Os guardas alegam que a Prefeitura de Salvador quer pagar apenas R$ 12,00 (doze reais) por cada hora da jornada especial na virada do ano.

Outro assunto dominou a assembleia setorial dos guardas civis municipais: a farra dos super salários na instituição. Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador – Sindseps, Bruno Carianha, o gerente de operações do órgão, Anderson Barros é um dos beneficiados pelas remunerações indevidas. “A imprensa veiculou imagens dos contracheques deste servidor oriundas de redes sociais, onde se nota claramente que o salário recebido é preenchido por gratificações indevidas e horas especiais que não foram trabalhadas. Além disso, a jornada normal não tem as devidas assinaturas do ponto que ateste o cumprimento devido. Não é normal e notoriamente imoral”, declarou o dirigente sindical.

A presença dos guardas civis municipais na assembleia desta manhã foi considerada como positiva pelo diretor do Sindseps. Segundo ele, a participação dos colegas reforça a mobilização por direitos e pela moralidade na Guarda Civil Municipal. “Os trabalhadores entendem que os desmandos devem ser eliminados para que a imagem da instituição seja zelada. A decisão unânime foi compartilhada por todos os servidores que confirmaram a continuação da paralisação. Um gesto nobre e digno de quem não ficará condicionado ao julgo opressor”, afirmou Carinha, que também é guarda civil municipal.

A próxima assembleia da categoria acontece na segunda-feira (28), às 08, na sede da Susprev. A categoria espera que até este encontro a exoneração do gerente de operações Anderson Barros já tenha acontecido. “Cada dia a posição deste servidor ocupante de cargo comissionado fica ainda mais delicada. Uma saída honesta seria seu pedido de exoneração e se ficar provado ao término da investigação necessária, de que se beneficiou indevidamente, que faça a devolução dos recursos, concluiu.

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