Maternidade do Pau Miúdo pede socorro

A Bahia vem enfrentando o flagelo da desassistência no sistema de saúde do estado e nos diversos municípios. A crise nas maternidades, por exemplo, tem se agravado. Enquanto a população cresce, o atendimento materno-infantil decai assustadoramente. A maternidade José Maria de Magalhães Neto é agora, como se diz popularmente, a bola da vez.

A maternidade está diminuindo as equipes médicas perigosamente. O número de obstetras sofre um corte de sete para cinco profissionais, os pediatras de três para dois, e os anestesistas de três para dois. Além disso, o pessoal de enfermaria está sendo reduzido e o hospital já anunciou o fechamento permanente do pré-natal.

O impacto das medidas deve causar uma redução de leitos da ordem de 20%. Embora isso seja negado pela gestora da maternidade, a Santa Casa de Misericórdia, o fato é que os médicos já sentem a sobrecarga de trabalho e sabem que a situação caminha para o insustentável.

Tudo indica que a maternidade funcionará apenas para atender a demanda da regulação. A redução no número mensal de partos é notória. Até 2014, a média era de 800 partos por mês, mas atualmente caiu para algo em torno de 400, uma redução, portanto, de 50% em um ano. Os médicos, através do Sindicato, estão mobilizados e cobram providências do governo para que essa situação seja revertida.

A categoria realiza um ato público na maternidade, na próxima quinta-feira (03). A manifestação é o início de uma campanha pública para dar visibilidade à grave situação da maternidade do Pau Miúdo, que deveria ser referência na Bahia.

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