Ministério da Saúde reconhece relação do surto de microcefalia com o vírus zika

Os casos de microcefalia registrados este ano já chegam a 400 recém-nascidos neste ano, em sete estados do Nordeste. Os números foram anunciados nesta terça-feira (17), pelo Ministério da Saúde, que confirmou a presença do vírus zika, a partir de exames feitos por laboratório do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no líquido amniótico de duas gestantes na Paraíba cujos bebês possuem a condição reforçando a hipótese de correlação entre as duas doenças.

“O diagnóstico está quase fechado, porque não é esperado que exista o vírus zika em nenhum tecido do corpo humano. Isso revela infecção aguda pelo zika e, nesses casos, além de estar presente no organismo, ele passou para o feto. Então, é altamente provável que não seja apenas uma coincidência, mas que uma coisa é determinada pela outra”, afirmou Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde.

Segundo Maierovitch, ainda faltam provas para a relação, mas fortalecem essa possibilidade o fato de não ter sido encontrada nenhuma causa específica para o “surto” de microcefalia e a forte circulação do vírus no primeiro semestre de 2015, pela primeira vez no Brasil, em especial no Nordeste. O vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti – o mesmo da dengue e da chikungunya, tem sintomas leves, como febre e manchas avermelhadas pelo corpo. Este ano, 14 estados do país tiveram casos de zika, que antes só estava presente em partes do continente africano e na Polinésia Francesa (Ásia). Não há vacina ou tratamento específico para o zika, e existe a suspeita de que a doença só pode ser adquirida uma vez, o que reduziria a circulação ano após ano.

Aos gestores e profissionais de saúde, o Ministério da Saúde orienta que todos os casos de microcefalia sejam comunicados imediatamente por meio de um formulário online que, a partir desta quarta-feira (18), estará disponível a todas as secretarias de saúde.

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