Paris: “estavam prontos para agir”, diz promotor sobre operação em Saint-Denis

Duas pessoas foram mortas em uma grande operação de sete horas de duração realizada pela polícia francesa em um apartamento de Saint Denis, ao norte de Paris, na manhã desta quarta-feira, em busca dos autores dos atentados que deixaram 129 mortos e centenas de feridos na sexta-feira passada.

Uma mulher detonou seu cinto com explosivos. O outro suspeito foi morto a tiros. Sete pessoas foram detidas, segundo a polícia. Inicialmente, as autoridades achavam que um dos mortos na operação poderia ter sido Abdelhamid Abaaoud, de 27 anos – ele teria sido o mentor dos atentados e, portanto, o alvo principal da operação. No entanto, o promotor francês François Molins já desmentiu a possibilidade.

Segundo ele, o suspeito baleado ainda não foi identificado.
Ainda de acordo com o promotor, a célula terrorista desmanchada na operação desta quarta-feira estava “pronta para agir”. O foco das investigações ainda está em encontrar o grande orquestrador dos ataques, Abaaoud. A princípio, pensava-se que o belga de origem marroquina tivesse coordenado os atendados a partir da Síria, mas, segundo François Molins, dados de inteligência indicam que ele estava em Paris.

O presidente francês, François Hollande, disse que os desdobramentos recentes comprovam que seu país está em guerra com o grupo extremista autodenominado “Estado Islâmico”, que assumiu a autoria dos ataques, e afirmou ser necessária uma “grande coalizão” contra estes militantes.

A operação em Saint Denis começou às 4h20 do horário local (1h20 do horário de Brasília). Neste mesmo bairro fica o estádio Stade de France, onde três homens-bomba se detonaram na sexta-feira.
Em entrevista concedida no local da operação, Molins afirmou que a ação foi organizada após escutas telefônicas, e informações de vigilância apontaram que Abaaoud poderia estar lá.

Ruas foram interditadas ao redor da Rue de la Republique, em Saint Denis. Tiros e explosões foram ouvidos.O promotor informou que a mulher – que seria parente de Abaaoud, segundo a emissora francesa BFMTV – se explodiu pouco depois do início da operação. O segundo suspeito foi morto por granadas e tiros da polícia. Três homens foram presos no apartamento. Outros dois foram encontrados escondidos entre escombros e mais dois, inclusive o homem que forneceu a hospedagem ao grupo, foram detidos.
“É impossível dizer a vocês quem foi preso. Estamos verificando isso”, afirmou Molins.

Cinco policiais ficaram feridos e um cão da polícia foi morto ao entrar no apartamento, disse a polícia. O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, parabenizou as forças de segurança por terem “trabalhado sob fogo pesado em condições que nunca tinham sido vistas antes”. (BBC Brasil)

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