Médicos da UPA de Itinga decidem paralisar as atividades a partir do dia 18

Os médicos que trabalham na UPA de Itinga decidiram iniciar uma paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 18, após assembleia realizada nesta quinta-feira (05). Com assembleia de organização da greve marcada para o dia 17, às 19h30, no Sindimed. Neste sentido, o Sindimed solicitará aos órgãos competentes a transferência dos pacientes internados e notificará o SAMU e a CER solicitando priorizar estas transferências e não encaminhar pacientes para a UPA enquanto durar a paralisação.

A definição pela suspensão dos atendimentos se deu pelo fato do Instituto Médico Cardiológico da Bahia (IMCB), empresa gestora da unidade, não apresentar nenhuma proposta referente à pauta de reivindicações, elaborada pelos médicos e encaminhada, no último dia 30, pelo Sindicato, com cópia para o prefeito, secretário de Saúde do município, governador, arcebispo, MPT, MPE, Cremeb e ABM.

Os médicos listaram as principais deficiências encontradas na UPA, que vêm tornando o trabalho dos profissionais uma missão quase impossível. Faltam desfibriladores, laringoscópio para a pediatria e a UPA não conta com o serviço de telemedicina. Além disso, o laboratório não funciona. O material é coletado na unidade é encaminhado para o Hospital Jorge Novis ou o Menandro de Farias. Os resultados dos exames chegam a demorar mais de quatro horas, o que dificulta diagnósticos precoces e o tratamento.

A insegurança é outra queixa da equipe médica, funcionários e pacientes que têm que apelar, em casos de necessidade, para um posto policial localizado próxima a UPA. No caso da equipe médica, o risco fica mais evidente em situações quando os dois únicos plantonistas de clínica médica, além dos profissionais que trabalham no atendimento da emergência, são obrigados a prescrever e acompanhar a evolução dos pacientes que estão internados aguardando regulação, fazendo assim o papel do médico diarista para a clínica médica, que não existe na unidade.

Os médicos que possuem vínculo de pessoa jurídica, vivem sob constantes atrasos dos pagamentos e, por isso, reivindicam a contratação pelo regime de CLT, com salário de R$ 11.500 para carga horária de 24 horas semanais, e enquanto não se regulariza o vínculo CLT, que o pagamento dos profissionais sob regime de PJ seja feito até o dia 20 do mês subsequente.

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