Médicos da UPA dos Barris denunciam Fundação José Silveira

Até hoje não foi cumprido o acordo firmado entre a Fundação José Silveira (FJS) e os médicos da UPA dos Barris, homologado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no mês de junho, quando as negociações evoluíram no sentido da suspensão da greve dos médicos, que durou 24 dias.

Logo após o término da greve, no dia 2 de outubro, em reunião com a participação do coordenador da UPA, médicos, Sindimed e a direção da FJS, a Fundação reiterou o compromisso do acordo que envolviam a contratação de um novo ortopedista, um clínico (ambos para o turno da noite), técnicos de enfermagem e pessoal de apoio. Também foi anunciado o pagamento referente aos dias de greve dos médicos PJ.

Seis dias depois, inexplicavelmente o coordenador médico da Unidade, Mário Tavares, se reuniu novamente com os médicos. Desta vez, deixou clara sua indiferença com os compromissos firmados desrespeitando a palavra empenhada pela Fundação.

O desrespeito aos médicos, ao TRT, ao Sindicato e, principalmente, à comunidade que utiliza a UPA, não foi o único problema da postura de Tavares. Uma mudança na dinâmica dos atendimentos também foi anunciada, causando mais descontentamento aos médicos.

O coordenador determinou que os pacientes traumatizados, com queixas de dores musculares e também suturas, passassem a ser atendidos pelos clínicos e não mais pelos ortopedistas. O corpo clínico da UPA alerta que essa decisão sobrecarrega os clínicos, agravando a tendência de superlotação da unidade. Além disso, comprometa a qualidade dos atendimentos.

Outro problema é que não foi feito o pagamento do período da greve aos médicos que trabalham em regime PJ, dívida essa que a Fundação havia prometido saudar no dia 10 de outubro. E como a contratação dos novos profissionais também não foi efetuada, fica patente o descaso da José Silveira em honrar o acordo feito com os médicos. Diante dos fatos, uma nova assembleia será realizada na próxima segunda (26), no Sindimed, para discutir as atitudes a serem tomadas frente às mudanças no atendimento e ao descumprimento do acordo.

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