Luiz Caetano tem que devolver R$8,7 milhões aos cofres de Camaçari

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Camaçari divulgou nesta quinta-feira (22), que o ex-prefeito Luiz Caetano (PT), atual deputado federal, já foi condenado 34 vezes pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O petista teve as contas relativas ao ano de 2012 rejeitadas por unanimidade nesta quarta-feira (21), quando foi condenado a devolver cerca de R$4,5 milhões aos cofres públicos municipais por conta de recursos desviados em diversas áreas através de gastos sem comprovação. No total, somando todas as condenações, Caetano já tem que devolver a Camaçari R$8,7 milhões, valor estimado sem correção monetária.

Segundo o líder da oposição, vereador Antonio Elinaldo (DEM), o parecer do TCM mantido pela Câmara Municipal. “Assim como aconteceu com o ex-prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, a Câmara irá manter a decisão do tribunal e rejeitar as contas de Luiz Caetano. Ele não tem apoio político nem da população nem dos vereadores, ainda mais com essa atitude de tentar intimidar o conselheiro Paolo Marconi, relator das contas e cujo parecer foi aprovado por unanimidade”, frisou Elinaldo. Caetano só tem atualmente o apoio de dois dos 19 vereadores na Câmara. Outros nove são da base do prefeito Ademar Delgado, rompido com o antecessor, e oito são da oposição.

Elinaldo lembrou que Caetano está inelegível, independentemente da votação das contas na Câmara, pois esse é o entendimento da Justiça Eleitoral, e criticou a estratégia de defesa do petista de atacar o conselheiro. Para o vereador, a decisão unânime do TCM demonstra que a rejeição teve como fundamentos aspectos técnicos, em irregularidades comprovadas através de auditorias feitas por profissionais sérios que trabalham na corte, e não levando em conta questões pessoais.

“Desqualificar o trabalho do relator do processo no TCM, conselheiro Paolo Marconi, é a mesma estratégia adotada pela presidente Dilma Roussef, que tentou desmoralizar o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), porque ele deu parecer contrário às contas da chefe da nação. É uma tática desesperada que busca desqualificar, nos dois casos, pareceres aprovados por unanimidade e elaborados de forma técnica, e não política”, disse Elinaldo.

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