“O governo brasileiro é omisso à escalada autoritária de Nicolás Maduro”, diz Aécio

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, reforçou nesta terça-feira (20), as críticas de parlamentares da oposição ao silêncio do governo brasileiro diante da decisão da Venezuela de vetar o ex-presidente do TSE, Nelson Jobim, na missão da Unasul (União das Nações Sul-americanas) que acompanhará as eleições legislativas marcadas para dezembro no país vizinho.

Diante da recusa do governo venezuelano e da falta de garantias de que a missão poderá de fato acompanhar as fases do processo eleitoral e verificar se existe igualdade na disputa, o TSE desistiu de participar da missão da Unasul. “Assistimos agora ao TSE se manifestar, de forma veemente e positiva, em relação também à não aceitação da indicação do ex-ministro Nelson Jobim como presidente desta comissão. E nada oficial do governo federal. Mais uma vez, o governo caudatário. O que assistimos é o governo do Brasil abdicando da sua liderança regional natural que a natureza e o trabalho de séculos de brasileiros nos possibilitaram ter”, disse Aécio Neves.

Para o senador, o governo brasileiro é omisso e faz vistas grossas à escalada autoritária no governo de Nicolás Maduro. “Quando se fala de liberdade e democracia não há de se respeitar fronteiras. Infelizmente, a submissão do governo brasileiro causa gravíssimos prejuízos à liberdade e à democracia nesse país irmão que é a Venezuela”, afirmou.

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